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Após 14 meses, Trump já trocou 7 dos 12 cargos principais de sua equipe

28.jan.2017 - Presidente Donald Trump, chefe de gabinete Reince Priebus, vice-presidente Mike Pence, conselheiro sênior Steve Bannon, diretor de comunicações Sean Spicer e o assessor de segurança nacional Michael Flynn; desses, só o presidente e o vice continuam no governo - Jonathan Ernst/Reuters
28.jan.2017 - Presidente Donald Trump, chefe de gabinete Reince Priebus, vice-presidente Mike Pence, conselheiro sênior Steve Bannon, diretor de comunicações Sean Spicer e o assessor de segurança nacional Michael Flynn; desses, só o presidente e o vice continuam no governo Imagem: Jonathan Ernst/Reuters

Do UOL, em São Paulo

23/03/2018 19h23

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (22) informou pelo Twitter que o general H.R. McMaster deixou seu cargo como assessor de Segurança Nacional. Em seu lugar entra John Bolton, que foi assessor de George W. Bush.

Bolton é o terceiro assessor de Segurança Nacional do governo Trump, que tem só 14 meses. O emprego na pasta de Segurança Nacional é um dos doze cargos mais importantes da equipe do presidente dos Estados Unidos, integrando o "time A" do governo.

Em pouco mais de um ano no mandato, Trump já fez alterações em sete dos doze principais cargos --duas vezes para um dos cargos. Apenas o assessor do presidente para assuntos legislativos, o assessor do presidente para assuntos intergovernamentais, o conselheiro da Casa Branca, o secretário de gabinete e o presidente do Conselho de Assessores Econômicos foram mantidos em suas funções na equipe principal desde janeiro de 2017. 

De acordo com o Instituto Brookings, centro norte-americano de pesquisas sobre política, que acompanha a evolução do governo dos Estados Unidos, Trump já perdeu mais membros do seu time A do que Obama, que teve duas baixas durante seu governo (2009-2017), e Bush, que manteve sua equipe intacta ao longo dos anos (2001-2009).

"Esse nível extraordinário de rotatividade é altamente perturbador, desmoralizante e ineficiente, o que torna mais difícil para o pessoal da Casa Branca avançar na agenda do presidente", escreveu a analista de governança Kathryn Dunn Tenpas em uma análise após a demissão de Mc Master. 

Além dos doze cargos centrais, o governo de Trump perdeu ou demitiu outros altos funcionários, como o diretor do FBI, o diretor de comunicações, o diretor de estratégias, entre outros.

  • Xinhua/Yin Bogu

    H.R. McMaster, assessor de Segurança Nacional

    Quem assumiu a função de assessor de segurança nacional após a saída de Mike Flynn no começo de 2017 foi H. R. McMaster. No dia 22 de março de 2018, após quase um ano no cargo, McMaster também deixou o governo, conforme anunciado pelo presidente Trump em um tuíte. Aparentemente, a gota d´água para McMaster foi a ligação de Trump parabenizando Putin pela vitória nas eleições. Em abril, quem assumirá a pasta será John Bolton, figura polarizadora em Washington, que defende o uso de força militar contra Irã e Coreia do Norte. Em 2003, durante o governo Bush, Bolton defendeu a invasão ao Iraque.

  • Pablo Martinez Monsivais/AP

    K.T. McFarland, assessora adjunta de Segurança Nacional

    Enquanto o general H.R. McMaster não assumia a função de assessor de segurança nacional, K.T. McFarland ocupou o cargo como interina após a saída de Flynn. Quando o general chegou, preferiu tirar Mcfarland da posição de assessora adjunta. Após deixar a função, McFarland foi indicada para ser embaixadora dos EUA em Cingapura. Durante as audiências de confirmação, no entanto, o senado levantou suspeitas de que ela não teria sido honesta quando questionada se sabia das ligações entre seu chefe, Mike Flynn, e o embaixador da Rússia. Em fevereiro de 2018, ela retirou sua candidatura.

  • Carolyn Kaster/AP

    Mike Flynn, assessor de Segurança Nacional

    Antes da posse de Donald Trump como presidente, Mike Flynn já havia sido contratado informalmente para o cargo de assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Oficialmente, Flyyn começou em 20 de janeiro de 2017, mas ficou apenas 25 dias no cargo. Ele foi forçado a se demitir após ter sido divulgado que ele teria mentido sobre suas relações com o embaixador russo Sergey Kislyak. Hoje ele é investigado no caso que avalia as interferências russas nas eleições de 2016 dos EUA.

  • Jonathan Ernst /Reuters

    Rob Porter, secretário de pessoal da Casa Branca

    Rob Porter foi secretário de pessoal da Casa Branca. Ele começou no cargo em janeiro de 2017 e foi forçado a sair no dia 7 de fevereiro de 2018 após ser acusado de violência doméstica por suas duas ex-mulheres. O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, sabia das acusações --as quais Porter nega-- mas não tinha dimensão da extensão do problema. Quando o escândalo estourou na imprensa norte-americana, Porter foi obrigado a se demitir.

  • Robert M Golightly Jr./Casa Branca

    George Sifakis, diretor de Relações Públicas

    Em agosto de 2017, um mês após a saída de seu amigo Reince Priebus, George Sifakis, assistente de Trump e diretor de Relações Públicas da Casa Branca, deixou seu cargo. Na época de sua saída, o presidente Trump teria ignorado seus conselhos a respeitos de declarações sobre os protestos de supremacistas brancos em Charlottesville. Sifakis, que já havia participado do governo de George W. Bush como assessor, estava no governo Trump desde março de 2017.

  • Andrew Rush/Pittsburgh Post-Gazette via AP

    Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca

    Antes da posse do presidente Trump, Sean Spicer já havia sido indicado para o cargo de porta-voz oficial da Casa Branca. No dia 21 de julho de 2017, algumas horas depois de Trump anunciar Anthony Scaramucci como diretor de comunicações, Spicer pediu demissão. Ele disse que sentiu que a Casa Branca precisava reorganizar sua equipe naquele momento e disse ter ficado "aliviado" ao deixar o posto. Hoje, mesmo fora do governo, ele ainda assessora informalmente o escritório de comunicação do presidente.

  • Evan Vucci/AP

    Reince Priebus, chefe de gabinete

    Priebus era o chefe de gabinete de Donald Trump e estava na equipe do presidente desde 13 de novembro de 2016. No dia 18 de julho de 2017, Trump anunciou pelo Twitter que estava substituindo Priebus pelo então secretário de Segurança Interna, John Kelley. A Casa Branca disse que o antigo chefe de gabinete foi informado da alteração duas semanas antes do anúncio público do presidente. Leia mais

  • Mandel Ngan/AFP

    Katie Walsh, chefe de gabinete adjunta

    Katie Walsh, chefe de gabinete adjunta de Priebus, deixou o governo Trump após três meses no cargo, no dia 30 de março de 2017. Ela saiu para assumir uma posição no grupo America First Policies, que apoia as pautas de Trump fora da administração. Segundo fontes da Casa Branca, a decisão de deixar o governo partiu da própria Walsh, que sentiu que precisava pressionar o Congresso com os temas da agenda do governo.

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