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Jovem desaparecida há 30 anos teria sido usada pelo Vaticano para exploração sexual, diz padre

Arquivo/AP
Foto de arquivo de Emanuela Orlandi, então com 15, desaparecida na Itália, em 1983. O padre Gabriele Amorth acusa o Vaticano de ser responsável pelo desaparecimento da menina e de usá-la para exploração sexual Imagem: Arquivo/AP

Do UOL, em São Paulo

24/05/2012 12h15

O padre Gabriele Amorth, nomeado pelo Papa João Paulo 2º como o principal exorcista do Vaticano e que alega ter realizado milhares de exorcismos, acusou o Vaticano de estar por trás do desaparecimento de Emanuela Orlandi, há 30 anos.

A garota foi vista pela última vez em 1983, quando se dirigia para uma aula de música no centro de Roma. Ela tinha 15 anos quando desapareceu.

Em entrevista ao jornal italiano "La Stampa" e reproduzida pelo jornal britânico "Telegraph", Amorth diz que o Vaticano está por trás do desaparecimento. Segundo ele, Emanuela foi sequestrada para participar de festas sexuais e seu corpo teria sido desmembrado.

"Isso foi um crime de motivação sexual. Festas eram organizadas, com um policial do Vaticano atuando como o 'recrutador' das meninas", disse Amorth.

Segundo o padre, que não citou nomes, as festas envolviam desde embaixadores e diplomatas a integrantes do Vaticano.

O padre Armoth é conhecido por frases polêmicas. Já declarou que Hitler e Stalin eram possuídos pelo demônio e que a saga de Harry Potter é uma obra demoníaca, pois incentiva as crianças a acreditarem em magia negra e mágica.

Outras versões

Emanuela desapareceu sem deixar vestígios e seu corpo nunca foi encontrado. O caso é um dos que mais intriga pesquisadores e a polícia italiana.

Várias versões já foram sugeridas para o paradeiro da menina. Entre elas, a de que ela teria sido vítima de uma gangue de criminosos que queria chantagear e obter dinheiro do Vaticano, e uma outra teoria segundo a qual Emanuela teria sido usada como moeda de troca para soltar o homem que tentou matar João Paulo 2º, em 1981.

No entanto, o padre Amorth negou todas essas versões e afirmou que até um arquivista do Vaticano concluiu que a garota foi abduzida para exploração sexual.

Em abril deste ano, a polícia abriu o túmulo do mafioso Enrico "Renatino" De Pedis na basílica de Santo Apolinário, em Roma, após uma denúncia anônima de que os restos mortais de Emanuele estariam no local. A polícia encontrou os restos mortais de Renatino e ossos que seriam de uma outra pessoa. O material ainda está sendo analisado.