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Austrália contratará empresa privada para buscar avião da Malaysia Airlines por 300 dias

Do UOL, em São Paulo

04/06/2014 19h46

A Austrália vai contratar uma empresa privada para realizar as buscas pelo avião da Malaysia Airlines em uma nova fase de investigação, segundo informações da “CNN”. O voo MH370 desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo.

O país é o que está mais próximo da área onde acredita-se que o Boeing 777 teria caído no oceano. O Escritório Australiano de Segurança Aérea afirmou nesta quarta-feira (4) que aceitará propostas de empresas até o final deste mês.

A nova fase de buscas pelo avião da Malaysia Airlines será iniciada em agosto. A área exata que será vasculhada ainda não foi definida –um time internacional de peritos está analisando dados de satélites, radares e outros dados para concluir se o avião caiu mesmo no Oceano Índico.

A nova área de buscas, estima o órgão australiano, deverá ter aproximadamente 60 mil quilômetros quadrados. A empresa privada deverá fazer as buscas durante o período de 300 dias.

Ruído gravado

Segundo o jornal “The New York Times”, um grupo de cientistas australianos teria gravado um “ruído estranho”, possivelmente de um impacto no oceano.

O som foi registrado por dois receptores submarinos no oceano Índico, mais ou menos quando o voo MH 370 da Malaysian Arlines cessou as transmissões por satélite e desapareceu em 8 de março.

O ruído de baixa frequência, que estava fora da faixa normal de audição e teve que ser acelerado para se tornar audível, parece ter viajado meio oceano Índico até chegar aos receptores além da costa da Austrália.

"Não é muito empolgante. Não é nem mesmo um som de impacto –é mais um 'oomph' maçante", disse Alec Duncan, um pesquisador sênior de ciência marinha da Universidade Curtin, perto de Perth, que liderou o trabalho.

A área geral de onde o som emanou fica no centro do oceano Índico, além da ponta sul da Índia e a cerca de 4.800 quilômetros a noroeste da Austrália. Mas isso não é consistente com os cálculos do arco de possíveis localizações no sudeste do Oceano Índico, onde o avião, levando 239 pessoas, pode ter ficado sem combustível.

Esses cálculos foram da Inmarsat, a empresa de comunicação global por satélite, e os cientistas têm tido dificuldade para determinar a origem do ruído.

Sem combustível

Uma análise do contato final entre o voo MH370 da Malaysia Airlines e o satélite da empresa britânica Inmarsat aponta que a aeronave estava provavelmente em trajetória descendente depois de ter ficado sem combustível, afirmaram investigadores de acidentes aéreos australianos ao jornal "Wall Street Journal".

O departamento de aviação civil da Malásia e a Inmarsat divulgaram os dados usados para determinar a trajetória do voo, após um acúmulo de pedidos de familiares das vítimas por maior transparência.

O documento, de 47 páginas, reúne os dados recolhidos por satélite do voo MH370 das 13h06m43s (horário de Brasília, 00h06m43s na hora local da da Malásia) às 20h15m01s (de Brasília) quando foi registrado o último contato.

O Escritório de Segurança do Transporte da Austrália afirmou que suas conclusões sobre a possível localização do avião se baseiam em quanto tempo levou para o avião cair, somado a uma margem de erro de 5 milhas náuticas em relação à comunicação com o satélite.

De acordo com o relatório, o último contato não coincidiu com as transmissões anteriores, ocorridas a cada hora. Isso é provavelmente devido a fato de os sistemas terem sido reiniciados quando o avião ficou desabastecido, informou o escritório australiano.

Britânica diz ter visto avião

As autoridades australianas informaram também nesta quarta-feira que investigam o depoimento de uma navegadora que afirma ter visto um avião em chamas sobre o Oceano Índico durante a noite do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

O Escritório Australiano de Segurança Aérea, que lidera as investigações a pedido do governo da Malásia, examina o relato de Katherine Tee, britânica de 41 anos, que navegava entre o sudoeste da Índia e Phuket, na Tailândia, e assegura ter visto um avião "com o que parecia um longo rastro de fumaça negra na parte traseira".

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