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Eles atiraram para todos os lados, conta jornalista que estava em casa de shows atacada em Paris

Do UOL, em São Paulo

13/11/2015 21h39

Uma jornalista da rádio Europe1 estava presente na casa de shows Bataclan, em Paris, na noite desta sexta-feira (13), quando o local foi alvo de um atentado terrorista.

"Eu estava dentro da sala de concerto quando vários indivíduos armados entraram durante o show", disse Julien Pierce, que assistia à apresentação da banda Eagles of Death Metal. "Duas ou três pessoas sem máscaras entraram com armas automáticas do tipo Kalashnikov e começaram a atirar para todos os lados na multidão. Isso durou cerca de 10 ou 15 minutos. Foi extremamente violento e houve uma cena de pânico, todo mundo correu em direção ao palco".

A jornalista viu "muitas pessoas feridas à bala". "Os atacantes tiveram tempo de recarregar ao menos três vezes e eram muito jovens", falou Julien.

Ela afirmou que não ouviu nada do que eles possam ter dito, mas disse que os gritos das pessoas podem ter abafado o som. Quando deixou o local por uma saída de segurança, a jornalista viu "uma dezena de cadáveres no solo em um mar de sangue".

Terror em Paris

Ao menos três tiroteios aconteceram na noite desta sexta-feira em Paris. De acordo com a polícia, há dezenas de mortos e vários feridos.

A polícia relatou também ao menos duas explosões nas proximidades do estádio Stade de France, onde o presidente francês, François Hollande, acompanhava um amistoso da seleção francesa. A agência de notícias AFP diz ainda que há cerca de cem reféns em outro local.

O presidente François Hollande disse que os ataques estão sendo tratados como terrorismo e informou que o país está em estado de emergência e que as fronteiras foram fechadas. Segundo o Itamarary, há dois brasileiros feridos.

No primeiro tiroteio, um indivíduo abriu fogo com um fuzil kalashnikov em um restaurante e, de acordo com a emissora BFM-TV. Em outro incidente, ao menos 50 disparos foram ouvidos na casa de espetáculos Bataclan, perto da redação do "Charlie Hebdo", onde estariam os reféns. Zonas de segurança foram instaladas e várias equipes de socorro mobilizadas.

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