Após ataque em Munique, governo alemão convoca reunião de emergência

Do UOL, em São Paulo

Após o ataque desta sexta (22) que deixou ao menos dez mortos em Munique -- entre eles o suposto atirador --, o governo alemão convocou para sábado (23), em Berlim, uma reunião de emergência de seu conselho de segurança nacional. O órgão é chefiado pela chanceler Angela Merkel, que até o começo da noite não havia comentado publicamente o ocorrido.

Enquanto Merkel se mantinha em silêncio, o governo e seus integrantes demonstraram, em breves pronunciamentos, a cautela de Berlim em suas avaliações públicas sobre o ataque -- cujos culpados e motivações continuam desconhecidos. 

Pelo Facebook, o governo alemão se disse solidário às vítimas e pediu compreensão por não poder emitir "opiniões nem especulações". O presidente alemão, Joachim Gauck, se disse "horrorizado" pelo ataque. 

O chefe de gabinete de Merkel, Peter Altmeier, disse à TV pública ARD que "nenhuma hipótese" está descartada. "Não vamos permitir que os terroristas alcancem seu objetivo, que é provocar a intranquilidade da população", declarou em sua conta no Twitter.

Vídeo mostra suposto atirador de Munique

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Mais de sete horas após o tiroteio, a polícia de Munique informou que um dos mortos no ataque cometeu suicídio, e que provavelmente se tratava do atirador. Segundo as autoridades, ele teria agido sozinho.   

"Os motivos para este ato abominável ainda não foram completamente esclarecidos --ainda temos indícios contraditórios", disse mais cedo o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier,

Até o momento, a polícia alemã disse não ter identificado qualquer indício de extremismo islâmico como motivação para o ataque. Apesar disso, uma testemunha afirmou à CNN ter visto um atirador gritando "Alá é grande" antes de disparar sua arma.

Por outro lado, uma outra testemunha disse à TV alemã RTL ter ouvido o atirador gritar "estrangeiros de m*rda", dando margem a um ato cometido por um militante de extrema-direita. A Alemanha tem sido palco de um avanço desta ideologia, principalmente depois de o governo Merkel instituir medidas para facilitar o acolhimento de refugiados vindos do Oriente Médio e da África em meio à crise de imigração na Europa.

 

(Com agências internacionais)

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