Rússia retira porta-aviões e inicia redução de presença militar na Síria

Do UOL, em São Paulo

  • AP

    O porta-aviões Almirante Kuznetsov

    O porta-aviões Almirante Kuznetsov

A Rússia começou nesta sexta-feira (6) a reduzir sua presença militar na Síria ao anunciar a retirada de um grupo naval e de um porta-aviões do país.

"Em conformidade com a decisão do comandante supremo em chefe Vladimir Putin, o Ministério da Defesa está começando a redimensionar o reagrupamento de forças armadas na Síria", disse o chefe do Estado Maior, general Valery Gerasimov.

Gerasimov disse que a redução começará com a partida da zona de conflito do grupo aeronaval do porta-aviões "Almirante Kuznetsov", informaram as agências russas.

O grupo naval guiará o porta-aviões Kuznetsov do norte da Síria, através do Mediterrâneo, até a base naval de Severomorsk. Ainda de acordo com o general, os militares completaram "com sucesso" todas as suas missões e agora está pronto "para outras operações".

O único grupo aeronaval russo que participava das operações aéreas na Síria estava mobilizado no leste do Mediterrâneo desde meados de novembro.

Seus bombardeiros participaram dos ataques aéreos na Síria contra posições de grupos extremistas e em apoio ao exército sírio, que retomou em dezembro o controle de Aleppo, a segunda cidade do país, sua maior vitória desde o início do conflito.

A Rússia realiza desde 30 de setembro de 2015 ataques aéreos na Síria em apoio às tropas do regime de Bashar al Assad, do qual é o principal aliado.

A diminuição da força militar na Síria ocorre no momento em que os russos, ao lado da Turquia, tenta fechar um acordo de paz entre o governo de Bashar al Assad e os grupos rebeldes.

Em 30 de dezembro, com a intermediação dos dois governos, um cessar-fogo foi fechado e, apesar de denúncias de violação dos dois lados, houve uma sensível diminuição nos combates.

Junto à Turquia e ao Irã, a Rússia pressiona agora para realizar neste mês negociações de paz em Astana, capital do Cazaquistão.

O conflito na Síria deixou mais de 310.000 mortos desde março de 2011. Também provocou uma grave crise humanitária em muitas regiões, onde muitas pessoas foram deslocadas. (Com as agências internacionais)

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