"Recentes atividades" da Rússia vão contra "interesses americanos", diz indicado ao departamento de Estado

Do UOL, em São Paulo

  • Jonathan Ernst/Reuters

    Rex Tillerson, é sabatinado no Senado americano para o cargo de secretário de Estado

    Rex Tillerson, é sabatinado no Senado americano para o cargo de secretário de Estado

As recentes atividades da Rússia vão de encontro aos interesses americanos, declarou nesta quarta-feira (11) Rex Tillerson, indicado por Donald Trump para dirigir o departamento de Estado, durante sua audiência de confirmação no Senado.

"Enquanto a Rússia busca respeito e relevância no cenário mundial, suas recentes atividades desrespeitaram os interesses americanos", afirmou Tillerson, considerando as ações do Kremlin como uma "ameaça" para Washington.

Questionado pelo senador republicano Marco Rubio se acreditava que a Rússia interferiu nas eleições americanas, Tillerson respondeu não ter todas as informações confidenciais sobre o caso para ter chegado a uma conclusão.

Pressionado para responder sobre se o presidente russo, Vladimir Putin, poderia ter autorizado tais atividades, o candidato a secretário de Estado respondeu: "é um pressuposto justo". 

A Rússia é um perigo

Boa parte da sabatina de Tillerson foi dedicada à Rússia. Além de ser amigo de Putin -- já recebeu até a Ordem da Amizade, uma distinção concedida por Moscou a poucos americanos -- Tillerson foi o responsável pelo acordo da Exxon para explorar as reservas de petróleo no Ártico russo em conjunto com a estatal russa Rosneft.

Entretanto, a companhia americana foi forçada a se retirar da empreitada depois que o governo do presidente Barack Obama decretou sanções contra Moscou por conta da anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014.

"Temos de manter os olhos abertos sobre nosso relacionamento com a Rússia", disse ele.

"A Rússia hoje representa um perigo, mas não é imprevisível na maneira em que persegue seus interesses. Ela invadiu a Ucrânia, tomou a Crimeia, e apoiou as forças sírias que violaram brutalmente as regras da guerra."

"Nossos aliados da Otan têm razão em ficar alarmados com uma Rússia fortalecida", acrescentou. 

Além disso, afirmou que a China não tem sido um sócio confiável para os Estados Unidos no que diz respeito em pressionar a Coreia do Norte quanto a seu programa nuclear.

O indicado de Trump também teceu comentários críticos sobre a conduta de Cuba após a reaproximação com os Estados Unidos.

"Nosso recente acordo com o governo de Cuba não foi acompanhado por nenhuma concessão importante em termos de direitos humanos. Não os fizemos prestar contas por sua conduta", enfatizou.

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