Furacão Irma deixa mortos e capital debaixo d'água em Cuba

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / YAMIL LAGE

    10.set.2017 - Cubanos andam por rua debaixo d'água em Havana após a passagem do furacão Irma

    10.set.2017 - Cubanos andam por rua debaixo d'água em Havana após a passagem do furacão Irma

O furacão Irma deixou 10 mortos durante sua passagem por Cuba, informou o governo cubano nesta segunda-feira (11), depois de a tempestade provocar graves danos principalmente nos polos turísticos da ilha.

"Depois da passagem do perigoso furacão Irma pelo território nacional foi relatada, até o momento, a lamentável perda de 10 vidas humanas", informou a televisão estatal, citando um relatório da Defesa Civil. As vítimas são das províncias de Havana, Matanzas, Camagüey e Ciego de Ávila, no centro e no oeste da ilha.

O líder Raúl Castro reconheceu nesta segunda-feira que "foram dias difíceis" para Cuba e sua população. Segundo ele, o furacão "causou graves danos ao país, os quais, precisamente por seu tamanho, ainda não foram quantificados". Castro agradeceu aos "muitos gestos de solidariedade recebidos de todo mundo" e afirmou que é hora de "reconstruir o que os ventos do furacão Irma tentaram apagar".

Mortes e destruição na ilha

Quatro homens e três mulheres morreram em Havana. Três homens, com idades entre 53 e 65 anos, morreram nas províncias de Matanzas (oeste), Ciego de Avila (centro) e Camagüey (leste), após o desabamento de suas casas.

Em Havana, um homem de 71 anos morreu eletrocutado após a queda de um cabo de energia elétrica. Uma vítima de 77 anos morreu ao ser atingida por um poste derrubado pelo vento. Uma varanda do quarto andar de um prédio no bairro de Centro Havana caiu sobre um ônibus e matou duas mulheres de 27 anos.

Outros dois homens, de 54 e 51, morreram atingidos pelo telhado de uma casa que desabou, também no centro de Havana, enquanto uma mulher de 89 anos foi encontrada boiando na água dentro de casa.

Os moradores de Havana passaram o domingo (10) debaixo d'água, após a passagem do furacão, que também provocou cortes de energia elétrica e obrigou a evacuação de mais de um milhão de pessoas.

As ondas castigaram a costa da capital cubana, depois que o furacão atingiu o litoral norte de Cuba, em sua trajetória rumo à Flórida.

Em algumas ruas perto da costa, a água chegou até a cintura dos moradores e inundou casas.

"Em 49 anos que vivo aqui é a primeira vez", disse Ernesto Loza, sentado na porta de casa, que está construída acima do nível atingido pela água. "Sempre houve uma coisa do mar assim, mas nunca chegou a este limite, a este fenômeno."

O rastro de destruição do Irma

Avanço do mar foi sem precedentes, diz autoridade

As autoridades indicaram que os ventos atingiram 150 km/h em Havana, provocando ondas sem precedentes.

A presidente do Conselho de Defesa Nacional de Havana, Mercedes López Acea, disse à televisão nacional que "o mar avançou como nunca se viu".

Mercedes relatou quedas de árvores e galhos, assim como danos à rede elétrica. A maioria dos bairros da capital ficou sem luz no domingo de manhã. O sistema de distribuição de água e a rede telefônica por cabo também foram interrompidos.

Houve também "colapsos parciais, ou totais, de casas" na cidade e na província, acrescentou ela, ainda sem informações consolidadas.

O mar invadiu o emblemático Malecón de Havana, e a água penetrou algumas zonas da capital em mais de 500 metros. Algumas pessoas se lançaram às águas para tentar chamar a atenção da polícia e dos socorristas que patrulham a cidade.

Hotéis evacuados

No sábado, o furacão atingiu o centro de Cuba com ventos de até 256 km/h, pondo abaixo linhas de alta tensão, árvores e destelhando imóveis.

As autoridades indicaram que mais de um milhão de pessoas foram retiradas de modo preventivo, incluindo dos hotéis nos arredores da capital.

Alguns habitantes compararam o impacto de Irma ao de outros dois memoráveis furacões que arrasaram Cuba: Wilma, em 2005, e Kate, em 1985. (Com agências internacionais)

 

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