Itamaraty confirma que brasileiro está preso na Venezuela

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Facebook

O Itamaraty confirmou nesta sexta-feira (5) a prisão do brasileiro Jonatan Diniz. O Ministério de Relações Exteriores brasileiro afirma que Diniz encontra-se em bom estado de saúde e está detido em uma instalação de um órgão de segurança venezuelano. Ele estaria na sede da Inteligência venezuelana.

Catarinense de 31 anos, Jonatan Diniz foi detido no dia 27 de dezembro pelas forças de segurança da Venezuela, no Estado de Vargas. Segundo a agência oficial de notícias do governo, ele é acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro.

O governo brasileiro vinha tentando, sem sucesso, confirmar a localização de Diniz há uma semana, mas autoridades venezuelanas até agora tinham ignorado os apelos da missão diplomática brasileira.

A Embaixada do Brasil em Caracas reiterou o pedido de autorização para visitar o brasileiro. Segundo o Itamaraty, a visita pode ocorrer ainda nesta sexta-feira.

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O anúncio da prisão foi feito pelo parlamentar socialista Diosdado Cabello no programa que dirige no canal estatal VTV. Além de Jonatan, foram presos outros três venezuelanos. Eles fariam parte da Organização Não Governamental Time to Change the Earth ("Tempo de Mudar a Terra", na tradução em português).

Para o governo, a entidade seria uma "organização criminosa com tentáculos internacionais", que distribuiria alimentos e bens a moradores de rua com o objetivo de obter recursos em moeda nacional para promover ações contra o governo.

Sem conseguir por dias notícias do brasileiro, o Itamaraty precisou reforçar os pedidos de informações sobre o brasileiro, usando para isso a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério da Defesa.

Catarinense distribuía alimentos por ONG

Em seu perfil no Facebook, Jonatan Diniz publicou diversos pedidos de doações para a organização, que seriam revertidas para ações de caridade a crianças de baixa renda. O catarinense morava nos Estados Unidos, mas viajava à Venezuela para essas iniciativas. Antes, residiu alguns meses em Quito, no Equador, e atuou com a produção de vídeos para um canal no YouTube.

Em uma publicação de 19 de junho, Diniz critica o governo Maduro. "A Venezuela chega a seu dia número 80 de luta nas ruas contra a ditadura. O governo, ao invés de comprar medicamentos para seu povo morrendo nos hospitais e de fome pelas ruas, acaba de gastar mais dinheiro em tanques de guerra para usar contra seu próprio povo que luta por sua liberdade", comentou. 

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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