Jovem que atacou escola na Flórida é indiciado por 17 assassinatos

Do UOL, em São Paulo

  • Broward County Jail via Reuters

    Nikolas Cruz

    Nikolas Cruz

A Promotoria da Flórida apresentou formalmente nesta quinta-feira (15) as acusações por 17 assassinatos premeditados contra o jovem de 19 anos apontado como o autor de um ataque armado em uma escola. A polícia identificou o jovem como Nikolas Jacob Cruz, que teria sido aluno da instituição e foi expulso por problemas de disciplina. Além das 17 mortes, outras 15 pessoas ficaram feridas no tiroteio.

Segundo as autoridades, o rifle AR-15 usado por Cruz no atentado foi comprado de forma legal. "Nenhuma lei foi violada na compra desta arma", disse Peter J. Forcelli, agente especial encarregado do Bureau de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo, um órgão do Departamento de Justiça americano, em Miami.

O ataque ocorreu por volta de 15h no horário local (18h em Brasília) na escola Stoneman Douglas, em Parkland, uma cidade de 30 mil habitantes a 60 quilômetros de Miami. O departamento do xerife informou por meio de uma mensagem no Twitter que policiais estavam se deslocando para a escola após ter recebido ligações sobre disparos no local. O horário escolar estava quase no fim quando ocorreu o ataque.

O suspeito do ataque foi interrogado por várias horas. A investigação aponta que o jovem, expulso da escola no ano passado após uma briga com o novo parceiro de sua ex-namorada, ativou o alarme de incêndio e, quando os seus antigos colegas saíram das salas, começou a atirar.

Pelo menos três pessoas foram mortas em uma área externa da escola. O atirador seguiu depois para o prédio e matou mais 12 pessoas no interior. Outras duas pessoas morreram após serem levadas para um hospital.

O ataque desta quarta-feira é o 18° registrado neste ano em escolas ou Imediações de centros de ensino, segundo o grupo Everytown for GunSafety. Esse número inclui suicídios e incidentes quando ninguém foi ferido, bem como o incidente de janeiro, quando um jovem armado de 15 anos matou dois estudantes em uma escola secundária de Benton, Kentucky.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que houve muitos "sinais" de que o autor do ataque armado é uma pessoa "mentalmente perturbada". "Tantos sinais de que o atirador da Flórida era mentalmente perturbado, inclusive foi expulso da escola por mau comportamento", disse Trump em sua conta do Twitter.

O presidente americano ressaltou que "vizinhos e colegas de classe sabiam que ele era um grande problema" e acrescentou que é preciso "sempre informar essas circunstâncias às autoridades".

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