Em Bancoc, celebração pelo resgate é em estilo tailandês: com discrição e gratidão

Anelise Vieira

Colaboração para o UOL, de Bancoc

Tal qual Copa do Mundo, na Tailândia, há 18 dias, as TVs de quase todo o país estão sintonizadas em uma mesma programação: o drama de um time de futebol juvenil preso em uma caverna na fronteira com Mianmar.

Mas as semelhanças com o clima de campeonato se encerram por aí. Apesar da vitória das equipes de resgate –- e do grupo que, nesta terça-feira (10), já está todo liberado --, a celebração em Bancoc, a populosa capital de mais de 8 milhões de habitantes, foi no mais legítimo estilo tailandês: com muita discrição e um profundo sentimento de gratidão.

"Nós estamos muito felizes que eles estão fora. Estávamos esperando eles saírem. Agora todo o povo tailandês está muito feliz, porque eles estão seguros", resumiu Natapat Boonpeth, 40.

A maneira do povo tailandês de demonstrar a alegria é bastante diferente da brasileira.

Agências de notícia internacionais reportaram alguns carros buzinando em júbilo em Chiang Rai, a maior cidade na região da caverna. Mas na maior parte do país, não se viram abraços, gritos ou fogos de artifício. No lugar disso, nota-se uma sensação geral de gratidão que, para quem conhece o país, pode ser notada nas expressões felizes e sorridentes quando se toca no assunto.

Nós ficamos muito felizes que o mundo inteiro ajudou

Jeab  Ratchanee, pedindo que a gratidão à ajuda estrangeira fosse transmitida no texto.

"Meu coração está muito cheio", completou, com um leve sorriso, empregando uma das muitas expressões comuns na língua tailandesa que utilizam o coração como referência. Neste caso, a frase se refere à alegria e à gratidão.

"No meu trabalho, tinha uma televisão ligada o tempo todo. Também vi no Facebook e no Live News, que sempre que algo acontece dá para ver na hora. Os jornais também estavam informando. A gente estava acompanhando as informações", diz Boonpeth.

Apesar da sensação de alívio que toma conta do país, a contagem regressiva não acabou.

Desde que a notícia do desaparecimento do time ganhou os jornais, os canais de TV incluíram um cronômetro no canto da tela calculando há quantos dias as crianças estavam ausentes. Agora, eles contam há quantos dias os "Javalis Selvagens" estão longe dos pais.

Ye Aung / AFP PHOTO
Voluntários comemoram o resgate bem-sucedido de garotos presos em caverna na Tailândia

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