Congresso dos EUA terá, pela 1ª vez, mulheres indígenas e muçulmanas

Camila Rodrigues da Silva

Do UOL, em São Paulo*

  • Arte UOL, com imagens de Mark Ralston/AFP; Whitney Curtis/AFP; Stephen Maturen/ AFP; e Rebecca Cook/Reuters

    Deputadas eleitas para o Congresso americano Debra Haaland, Sharice Davids, Ilhan Omar e Rashida Tlaib (da esquerda para a direita)

    Deputadas eleitas para o Congresso americano Debra Haaland, Sharice Davids, Ilhan Omar e Rashida Tlaib (da esquerda para a direita)

Pela primeira vez, mulheres indígenas e muçulmanas foram eleitas para o Congresso americano, reafirmando a importância da representação feminina e das minorias do país nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos que ocorreram na terça-feira (6).

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As democratas Sharice Davids, do estado do Kansas, e Debra Haaland, do estado do Novo México, serão as primeiras deputadas indígenas eleitas em toda a história do país.

A ex-lutadora de MMA e advogada Davids foi eleita com 53% dos votos, contra 44% de seu oponente republicano, Kevin Yode, que tinha completado quatro mandatos no Congresso.

Haaland ganhou no tradicionalmente democrata Distrito 1 da sua oponente republicana, Janice Arnold-Jones, com 59% dos votos, contra 36% da candidata conservadora, no momento em que 87% dos sufrágios foram apurados. Ela dirigiu o Partido Democrata do Novo México de 2015 a 2017 e foi diretora de voto de nativos americanos na campanha presidencial de Barack Obama em 2012.

Aos 57 anos, ela ocupará a vaga deixada pela também democrata Michelle Lujan Grisham, que foi eleita nesta terça (6) governadora do Novo México.

Mais de 10.000 pessoas serviram na Câmara de Representantes e quase 1.300 no Senado durante toda a história dos EUA, e nenhum deles foi uma mulher indígena.

Agora, as duas se unirão aos outros dois homens indígenas que atualmente trabalham na Câmara, os republicanos Markwayne Mullin e Tom Cole, ambos de Oklahoma, que foram reeleitos hoje, segundo dados preliminares.

Primeiras muçulmanas

Também democratas, Rashida Tlaib e Ilhan Omar se tornaram as duas primeiras muçulmanas eleitas para o Congresso pelos Estados de Minnesota e Michigan, respectivamente.

Tlaib é filha de imigrantes palestinos e se tornou a primeira mulher muçulmana da Assembléia Legislativa de Michigan há uma década. É crítica explícita de Trump e foi presa há dois anos por interromper um discurso dele em Detroit.

A candidata de Michigan preencherá a vaga anteriormente ocupada pelo também democrata John Conyers, que deixou o cargo no ano passado em meio a acusações de má conduta sexual. Ela é apoiada pelos democratas socialistas, um grupo ascendente da esquerda que também elegeu, em Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez, de 29 anos - a deputada mais jovem a chegar ao Congresso. 

Omar, além de ser uma das primeiras mulheres muçulmanas no Congresso, também será a primeira somali-americana a chegar ao cargo. Ela chegou aos EUA há mais de duas décadas como refugiada, e será uma crítica ao tratamento que o governo israelense dá aos palestinos. 

A futura congressista ocupará o assento deixado pelo deputado Keith Ellison, o primeiro muçulmano eleito para o Congresso. Ellison deixa o cargo para se tornar procurador-geral de Minnesota.

Mulheres no Congresso

Nas eleições de meio de mandato deste ano, 24 mulheres se candidataram para se tornarem senadoras e 247 para deputadas, segundo dados do Centro Americano para Mulheres e Política da Universidade Rutgers. Dentre elas, 210 são democratas e 61 são republicanas.

* Com agências internacionais

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