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Maduro envia ministros para negociar reabertura da fronteira com Roraima

Governador de Roraima, Antonio Denarium (o segundo da direita para a esquerda), se reúne com representantes de Nicolás Maduro - Divulgação
Governador de Roraima, Antonio Denarium (o segundo da direita para a esquerda), se reúne com representantes de Nicolás Maduro Imagem: Divulgação

Talita Marchao

Do UOL, em São Paulo

27/02/2019 20h02Atualizada em 27/02/2019 20h26

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, enviou hoje ministros e governadores chavistas para negociar a compra de alimentos e medicamentos e a reabertura da fronteira do Brasil com a Venezuela.

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), e o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato (PRB), participaram do encontro em território venezuelano, na aduana ecológica de Santa Elena de Uairén. A fronteira está bloqueada há quase uma semana, desde que Maduro ordenou o fechamento para impedir a entrada de ajuda humanitária. A expectativa do governo é que a fronteira seja liberada amanhã.

Segundo o UOL apurou com fontes dos governos de Roraima e da cidade venezuelana Santa Elena do Uairén, foram enviados por Maduro os ministros Aristóbulo Izturis, da Educação, Luis Alberto Medina, da Alimentação, Aloa Nuñes, dos Povos Indígenas, e os governadores Justo Nogueira, do estado Bolívar, e Yelitza Santaella, do estado Monagas. Partiu deles o convite para o encontro com o governador de Roraima.

Na reunião, os venezuelanos pediram que o governo de Roraima vendesse alimentos e medicamentos enquanto a fronteira entre os dois países está fechada. Segundo relatos de pessoas que estavam presentes na reunião, o pedido foi negado. A justificativa foi que a decisão de fechamento foi unilateral da Venezuela e que os venezuelanos poderiam comprar insumos e suprimentos quando desbloquearem a fronteira.

Em contrapartida, Roraima pediu que a fronteira seja reaberta e o fornecimento de energia elétrica seja mantido --hoje cerca de 50% da eletricidade consumida pelo estado vem da usina hidrelétrica venezuelana de Guri e a região sofre com apagões constantes.

Segundo os relatos, em nenhum momento os representantes citaram o nome de Maduro e recusaram a ajuda humanitária, que há dias aguarda permissão para entrar em território venezuelano. Os ministros e governadores venezuelanos devem responder sobre o assunto na manhã de amanhã --mesmo dia em que o autoproclamado presidente interino do pais, Juan Guaidó, visita o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Brasília.

Mais cedo, os venezuelanos permitiram a liberação de sete carretas vazias que estavam no pátio da aduana venezuelana após negociação com representantes de Pacaraima. A fronteira foi aberta nesta semana brevemente para a passagem dos cerca de 115 brasileiros que tentavam cruzar a fronteira e estavam impedidos pelo bloqueio feito por Maduro, segundo confirmou o Ministério de Relações Exteriores.

Procurado para se manifestar sobre a reunião, o Ministério da Defesa não se manifestou.

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