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Idosa de 92 anos admite ter matado filho que queria colocá-la em asilo

Anna Mae Blessing, de 92 anos, matou o filho a tiros em Fountain Hills, no Arizona (EUA) - Divulgação/Polícia de Fountain Hills
Anna Mae Blessing, de 92 anos, matou o filho a tiros em Fountain Hills, no Arizona (EUA) Imagem: Divulgação/Polícia de Fountain Hills

Do UOL, em São Paulo

03/06/2019 15h57

Em julho do ano passado, a americana Anna Mae Blessing, de 92 anos, foi presa acusada de ter assassinado seu próprio filho, Thomas Blessing, de 72 anos, na casa onde moravam, em Fountain Hills (EUA), no estado do Arizona.

Agora, quase um ano após o crime e meses depois da morte de Anna Mae, a polícia revelou o que motivou a idosa a matar o filho: ela não queria ser colocada em um asilo.

Anna Mae contou em um vídeo gravado pela polícia que Thomas tinha planos de interná-la em uma casa de repouso. Além disso, a idosa estava irritada com o modo como o filho e a namorada dele a tratavam. Ela alegou aos policiais que eles eram cruéis e que não cuidavam dela.

À polícia, Anna Mae deu detalhes do crime. Ela contou que foi totalmente ignorada pelo filho e namorada quando o casal havia voltado de uma viagem de férias. Irritada, ela entrou no quarto do casal com duas pistolas escondidas no bolso da roupa.

Depois de uma discussão com o filho, Anna Mae sacou o revólver e disparou diversos tiros.

"Ele se afastou e eu puxei o gatilho. Quebrei o espelho e não sei o que fiz. Então, Tom veio em minha direção de novo e eu puxei o gatilho... tenho certeza que dessa segunda vez eu o atingi", confessou aos policiais.

Quando perguntada onde o tiro pegou, Anne Mae afirmou que não tinha ideia, mas que sabia que havia matado seu único filho.

"Eu me abaixei e medi o pulso dele. E não havia pulso. Por isso, soube que o matei", disse.

A idosa afirmou que chegou a apontar a arma na direção da namorada do filho, Julie, que chegou a conseguir desarmar Anna Mae.

Aos berros, Julie chamou a polícia. Sabendo que seria presa, Anna Mae esperou a chegada dos policiais sentada em uma cadeira.

Em depoimentos gravados pela polícia, Anna Mae confessou várias vezes ter matado o filho. Segundo os policiais, a idosa de 92 anos estava lúcida e chegou a corrigir o interrogador algumas vezes.

Em nenhum momento, Anna Mae mostrou sinais de remorso e afirmou que "provavelmente deveria ser colocada para dormir", em referência a ser morta pelo crime que cometeu.

"O que eu posso fazer pela sociedade? Eu matei meu filho. A pessoa que eu trouxe para este mundo", afirmou.

Anna Mae seria julgada em março, mas morreu no hospital da cadeia em 25 de janeiro.

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