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Senador do Chile diz que manifestações foram organizadas via videogames

Segundo Manuel José Ossandón, planos de protestos em estações de metrô foram avisados com antecedência a autoridades - Jonathan Oyarzun/Aton Chile/AFP
Segundo Manuel José Ossandón, planos de protestos em estações de metrô foram avisados com antecedência a autoridades Imagem: Jonathan Oyarzun/Aton Chile/AFP

Do UOL, em São Paulo

23/10/2019 12h47

O senador chileno Manuel José Ossandón, do partido Renovación Nacional (RN), lançou ontem uma polêmica ao afirmar que os protestos populares em seu país foram organizados por gamers. A informação teria sido passada a ele por um hacker de Puente Alta, cidade da região metropolitana de Santiago da qual foi prefeito entre 2006 e 2012.

Diante da informação recebida previamente, Ossandón teria avisado ao Palácio de la Moneda, sede da Presidência da República do Chile, a respeito das manifestações que ocorreriam. No entanto, segundo ele, nada foi feito.

"Eu avisei, porque um hacker de Puente Alta (...) me disse que grupos de pessoas estão conectados por videogames e vão queimar estações do metrô. Eu avisei imediatamente em La Moneda. E queimaram todas! Então, ao invés de mandarem militares às ruas, deveriam ter cuidado da infraestrutura crítica", disse o senador à rádio Cooperativa.

O partido de Manuel José Ossandón faz parte da Chile Vamos, uma coalizão de partidos de direita que conta com o presidente Sebastián Piñera entre seus principais líderes. Piñera fez parte do Renovación Nacional entre 1989 e 2010, quando assumiu sua independência partidária. Ainda assim, desde 2015, é vinculado ao Chile Vamos.

A teoria envolvendo a comunicação entre gamers para organizar os protestos foi defendida novamente por Ossandón em posterior entrevista ao Canal 13. Desta vez, ele afirmou ter conhecido o hacker através do WhatsApp.

"Um puentealtino, que é especialista em comunicações e redes sociais, me disse: 'vão queimar o metrô, estão se comunicando (...) via videogames, e é preciso avisar porque vão queimar as estações de metrô'. Eu peguei isso e mandei ao presidente da República, a Ubilla (o subsecretário de Interior, Rodrigo Ubilla), a Chadwick (o ministro do Interior e da Segurança Pública, Andrés Chadwick) e não sei a mais quem. Apenas o ministro do Interior me respondeu: 'obrigado'. E bem... As estações foram queimadas", acrescentou.

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