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Itamaraty: plano de paz de Trump para Oriente Médio é "visão promissora"

Anúncio de plano de paz ocorre enquanto Trump e Netanyahu enfrentam tentativas de tirá-los do poder - Reuters
Anúncio de plano de paz ocorre enquanto Trump e Netanyahu enfrentam tentativas de tirá-los do poder Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo

29/01/2020 16h44

O Itamaraty afirmou hoje, em comunicado, que apoia o plano de paz do presidente norte-americano Donald Trump para o Oriente Médio. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil avaliou ser uma "visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços infrutíferos, retomar o caminho rumo à tão desejada solução do conflito israelense-palestino".

"A proposta, que visa à convivência pacífica e viável, tanto do ponto de vista de segurança quanto territorial e econômico, do Estado de Israel e de um Estado palestino, constitui um documento realista e ao mesmo tempo ambicioso. Trata-se de iniciativa valiosa que, com a boa-vontade de todos os envolvidos, permite vislumbrar a esperança de uma paz sólida para israelenses e palestinos, árabes e judeus, e para toda a região", afirmou o Itamaraty.

Segundo o ministério, o plano de paz "contempla aspirações tanto de palestinos quanto de israelenses", como a erradicação do terrorismo. "O governo brasileiro exorta tanto israelenses quanto palestinos a considerar o plano com toda a seriedade e a iniciar negociações partindo das bases ali expostas."

Leia a nota do Itamaraty na íntegra

O governo brasileiro saúda o plano de paz e prosperidade, apresentado ontem pelo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que configura uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços infrutíferos, retomar o caminho rumo à tão desejada solução do conflito israelense-palestino.

A proposta, que visa à convivência pacífica e viável, tanto do ponto de vista de segurança quanto territorial e econômico, do Estado de Israel e de um Estado palestino, constitui um documento realista e ao mesmo tempo ambicioso. Trata-se de iniciativa valiosa que, com a boa-vontade de todos os envolvidos, permite vislumbrar a esperança de uma paz sólida para israelenses e palestinos, árabes e judeus, e para toda a região.

Com efeito, a visão ali detalhada contempla aspirações tanto de palestinos quanto de israelenses, incluindo aspectos fundamentais como a erradicação do terrorismo, a existência do Estado de Israel com segurança para sua população, o estabelecimento de um Estado palestino democrático e comprometido com a paz, a viabilidade territorial, e a criação das condições econômicas indispensáveis para uma grande elevação do bem-estar do povo palestino.

O governo brasileiro exorta tanto israelenses quanto palestinos a considerar o plano com toda a seriedade e a iniciar negociações partindo das bases ali expostas.

O plano se afigura compatível com os princípios constitucionais que regem a atuação externa do Brasil, notadamente a defesa da paz, o repúdio ao terrorismo e a auto-determinação dos povos. Desse modo, o Brasil estará pronto a contribuir com o processo de construção da paz, das maneiras que se afigurarem mais adequadas.

Plano e repúdio

O presidente americano revelou ontem seu plano de paz para o Oriente Médio com base em uma solução de "dois Estados", no qual ele atribui a Israel uma série de garantias, entre elas a soberania sobre o vale do Jordão.

"Hoje, Israel dá um grande passo em direção à paz", declarou Trump junto ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao revelar detalhes do plano já enfaticamente rejeitado pelos palestinos.

Chamando o plano de "uma oportunidade histórica" para os palestinos alcançarem um Estado independente, "essa pode ser a última oportunidade que eles terão".

"Os palestinos estão na pobreza e na violência, explorados por quem procura usá-los como peões para promover o terrorismo e o extremismo", disse Trump. "Eles merecem uma vida muito melhor", enfatizou.

A comunidade internacional oscilou entre o repúdio e a cautela ao anúncio do plano de Trump para o Oriente Médio. As propostas foram rejeitadas em bloco pelos palestinos.

Em uma rara convergência, o movimento islamita palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina, do presidente Mahmud Abbas, que controla a Cisjordânia, alinharam-se no repúdio ao plano de paz.

Este plano de paz "está condenado ao fracasso" e poderia levar os palestinos a uma "nova fase" de sua luta, advertiu o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, antes do anúncio do presidente Trump.

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