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Líderes mundiais de saúde pedem ao G20 'recuperação verde' após pandemia

Coronavírus; covid-19; teste; pandemia - Getty Images
Coronavírus; covid-19; teste; pandemia Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

26/05/2020 15h15

Profissionais de saúde do mundo inteiro pediram aos líderes mundiais do G20 que revisem os hábitos atuais da sociedade e que garantam uma "recuperação verde" após a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. As informações são do The Guardian.

Mais de 200 organizações representando pelo menos 40 milhões de trabalhadores da saúde assinaram a carta que foi enviada ao grupo. Entre os temas abordados está a poluição do ar e a preocupação com a temperatura global.

Buscando garantir a inclusão de considerações de saúde pública e preocupações ambientais no debate atual, o texto apela que os médicos e consultores científicos devem estar diretamente envolvidos no projeto dos pacotes de estímulo em andamento em meio à pandemia.

Na carta, os profissionais de saúde ainda vinculam a poluição do ar e os frágeis sistemas de saúde pública aos impactos do coronavírus, dizendo que a poluição do ar "já estava enfraquecendo nosso corpo".

"Testemunhamos em primeira mão como as comunidades são frágeis quando sua saúde, segurança alimentar e liberdade de trabalho são interrompidas por uma ameaça comum. As camadas dessa tragédia em andamento são muitas e ampliadas pela desigualdade e pelo subinvestimento nos sistemas de saúde pública. Testemunhamos morte, doença e sofrimento mental em níveis não vistos há décadas", diz o texto.

Eles também pedem por reformas nos subsídio que hoje são destinados aos combustíveis fósseis, além voltar as atenções às energias renováveis. "Precisamos aprender com esses erros e voltar mais fortes, saudáveis", escreveram.

Presidente da World Medical Association (Associação Médica Mundial, em português), Miguel Jorge reforçou o pedido: "Sabemos agora mais do que nunca que vidas saudáveis de uma recuperação saudável e verde".

Além da Associação Médica Mundial, também assinaram a carta o Conselho Internacional de Enfermeiras, a Federação de Enfermeiros e Parteiras da Commonwealth, a Organização Mundial de Médicos de Família, a Federação Mundial de Associações de Saúde Pública e outros milhares de profissionais de saúde.

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