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EUA chegam a 100 mil mortes por coronavírus, aponta balanço

12.mai.2020 - Apoiadora do presidente Donald Trump protesta pelo fim da quarentena na Carolina do Norte, nos EUA - Peter Zay/Anadolu Agency via Getty Images
12.mai.2020 - Apoiadora do presidente Donald Trump protesta pelo fim da quarentena na Carolina do Norte, nos EUA Imagem: Peter Zay/Anadolu Agency via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/05/2020 19h07Atualizada em 27/05/2020 19h32

Os Estados Unidos atingiram hoje a marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus, segundo balanço atualizado da Universidade Johns Hopkins. Ao todo, 100.047 pessoas foram vítimas da covid-19 no país, que já soma quase 1,7 milhão de casos confirmados.

Com isso, os EUA superaram o número de mortes registrado nas guerras da Coreia (1950-1953) e do Vietnã (1955-1975) combinadas.

No fim de março, os EUA registravam cerca de 4 mil mortes pela covid-19. Mas com a demora em tomar iniciativas para conter o avanço da pandemia, a doença logo se espalhou, deixando quase 60 mil mortos só em abril, segundo o jornal USA Today.

Alguns estados norte-americanos já deram início à reabertura da economia, mesmo que ainda estejam lutando para controlar o número de infecções, internações e óbitos. No estado de Nova York, onde quase 30 mil pessoas morreram, apenas a cidade homônima continua em bloqueio total da circulação de pessoas (lockdown).

Na Califórnia, por exemplo, barbearias e salões de cabeleireiro já estão funcionando normalmente na maior parte do estado. "Estamos progredindo, estamos indo em frente", disse o governador Gavin Newsom.

Em termos globais, o Brasil é considerado o novo epicentro da pandemia, com mais de 391 mil casos confirmados e 24 mil mortes. No mundo, cerca de 5,6 milhões de pessoas foram infectadas e 353.414 morreram.

Baixa crença em vacinas

No dia em que os EUA chegaram a 100 mil mortes por covid-19, uma pesquisa feita pela The Associated Press-NORC mostrou que apenas metade dos norte-americanos pretendem tomar a vacina contra a covid-19 quando os cientistas enfim chegarem a ela.

Um em cada cinco entrevistados (20%) disseram que vão se negar a tomá-la. Outros 31% afirmaram apenas não ter certeza se vão ou não se vacinar. Entre os que têm certeza que não vão tomar, 70% estão preocupados com a segurança da vacina.

"Não sou uma 'anti-vacina'", disse Melanie Dries, 56, em entrevista a CBS News. "Mas para chegar a uma vacina contra a covid-19 em um ou dois anos... Isso me dá medo de que ela não será amplamente testada quanto a possíveis efeitos colaterais", completou.

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