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Casa Branca apaga luzes e polícia joga gás em manifestantes em Washington

31.mai.2020 - Manifestante protesta em frente à Casa Branca - Getty Images
31.mai.2020 - Manifestante protesta em frente à Casa Branca Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 08h53Atualizada em 01/06/2020 10h30

A Casa Branca e seus entornos apagaram suas luzes, em meio aos protestos contra o racismo, após a morte de George Floyd, um homem negro, por policiais brancos. A polícia jogou bombas de gás nos manifestantes e a sede do governo dos Estados Unidos ficou escura, na sexta noite seguida de atos. Na sexta-feira (29), Donald Trump chegou a ser levado para um bunker.

De acordo com o The New York Times, policiais tiveram de usar bombas de gás para tentar dispersar os manifestantes e garantir a integridade da Casa Branca. Houve quebra-quebra e incêndios em Washington.

As luzes externas da Casa Branca foram apagadas, deixando policiais e manifestantes se enfrentando no escuro.

Cidades como Boston, Nova York, Chicago e Louisville tiveram protestos. O presidente Donald Trump foi ao Twitter dizer que considerará grupos antifacistas como terroristas.

Na sexta-feira também houve protestos no entorno da Casa Branca e, de acordo com a CBS, Donald Trump chegou a ser levado brevemente para um bunker, um abrigo secreto da sede do governo.

O presidente ficou cerca de uma hora no local, que foi construído principalmente para ser usado em momentos de ataques terroristas. A informação foi confirmada por pessoas do partido Republicano.

31.mai.2020 - Bandeira é vista ao fundo de uma Casa Branca com as luzes apagadas - REUTERS/Jonathan Ernst - REUTERS/Jonathan Ernst
31.mai.2020 - Bandeira é vista ao fundo de uma Casa Branca com as luzes apagadas
Imagem: REUTERS/Jonathan Ernst

Protestos contra o racismo

Milhares de pessoas protestam há quase uma semana em várias cidades dos Estados Unidos contra o racismo e a violência policial.

A revolta provocada pela morte de Floyd, um cidadão negro de 46 anos, por um policial branco se propagou por todo o país.

No momento, apenas um dos policiais que participaram da ação contra George Floyd, Derek Chauvin, foi preso e acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar). Chauvin é o agente que aparece no vídeo da prisão. A gravação mostra como ele coloca o joelho no pescoço de Floyd por vários minutos, enquanto a vítima, imobilizada de cabeça para baixo, reclama de não conseguir respirar.

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