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Coronavírus

EUA: como Trump, 62% dos republicanos associam alta da covid a mais testes

Paciente tem temperatura medida para entrar em centro de saúde em Los Angeles, na Califórnia (EUA); país ainda é o primeiro em número de casos e mortes em todo o mundo - Valerie Macon/AFP
Paciente tem temperatura medida para entrar em centro de saúde em Los Angeles, na Califórnia (EUA); país ainda é o primeiro em número de casos e mortes em todo o mundo Imagem: Valerie Macon/AFP

Do UOL, em São Paulo

18/08/2020 08h25Atualizada em 18/08/2020 09h29

Uma pesquisa do Pew Research Center apontou que 60% dos norte-americanos reconhecem o aumento de casos de coronavírus no país provocado por novas infecções, contra 39% que relacionam a alta à realização de mais testes no país.

No entanto, separados entre grupos políticos, a pesquisa mostra percepções diferentes entre os norte-americanos: 62% dos que se disseram republicanos acreditam que a alta no número de casos foi causada pelo aumento de testes na população.

O pensamento é compartilhado pelo presidente Donald Trump, que em diferentes ocasiões já afirmou que os Estados Unidos são o país com mais casos devido ao alto número de testes realizados.

Com relação ao grupo que se definiu como democrata, 80% afirmaram que mais infecções levaram ao aumento de casos, e não as testagens.

A pesquisa também avaliou a percepção dos norte-americanos sobre o recente aumento de casos considerando o nível de escolaridade e etnia. 71% dos que têm diploma de bacharel ou pós-graduação afirmaram que o recente aumento de casos confirmados é resultado de mais infecções. 54% do grupo com menor escolaridade afirmaram o mesmo.

Já entre os grupos raciais e étnicos, a maioria atribui o aumento de casos a mais infecções: 55% dos americanos brancos, 66% dos negros, 67% dos hispânicos e 72% dos asiáticos de língua inglesa.

Os Estados Unidos são o país com mais casos e mortes em decorrência da covid-19. Segundo a universidade Johns Hopkins, que faz a contagem dos casos, o país tinha 5.443.162 casos confirmados e 170.548 mortes até a manhã de hoje.

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