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Covid-19: Israel não registra casos graves entre vacinados, diz ministro

6.jan.2021 - Homem é vacinado contra o novo coronavírus em centro de vacinação drive-through em Haifa, Israel - Ammar Awad/Reuters
6.jan.2021 - Homem é vacinado contra o novo coronavírus em centro de vacinação drive-through em Haifa, Israel Imagem: Ammar Awad/Reuters

Colaboração para o UOL, em São Paulo*

26/01/2021 16h03Atualizada em 26/01/2021 16h51

O ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, informou que nenhuma pessoa que tomou as duas doses da vacina da contra a covid-19 no país desenvolveu a doença de forma grave, segundo informações da Reuters. Cerca de 6% da população israelense já foi imunizada com doses da vacina da Pfizer.

Os resultados preliminares de um estudo feito pela Maccabi Healthcare Services, a segunda maior empresa de saúde de Israel, mostram que apenas 20 pessoas entre 128.600 mil vacinadas desenvolveram o vírus, todas elas de forma leve.

"Das 20 pessoas infectadas, 50% sofrem de doenças crônicas. Todos os pacientes apresentaram a doença de forma leve, com sintomas incluindo dores de cabeça, tosse, fraqueza ou fadiga. Ninguém foi hospitalizado ou teve febre acima de 38,5 C.", disse a Maccabi em nota oficial.

A empresa de assistência médica afirmou que vai acompanhar de perto esses pacientes que apresentaram sintomas leves.

"Vamos monitorar esses pacientes para examinar se eles continuam a sofrer apenas de sintomas leves e se não desenvolvem complicações como resultado do vírus", disse Anat Ekka Zohar, diretor da Divisão de Informação e Saúde Digital do Maccabi.

Casos cresceram em população não vacinada

Mesmo com os bons resultados preliminares da vacinação, Israel estuda estender o lockdown no país, já que o número de infecções cresceu nas últimas semanas na população no geral. O ministro da Saúde culpa o aumento dos casos, hospitalizações e mortes às novas mutações do vírus que surgiram.

"O aumento [da morbidade] foi rápido, mas a diminuição, infelizmente, é lenta devido às mutações", disse o ministério da Saúde israelense.

Para tentar frear os novos casos, o país fechou o maior aeroporto por uma semana para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus no território.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a medida significa um "fechamento hermético" dos céus, mesmo que estejam previstas exceções como casos urgentes ou humanitários e voos que já estavam no ar quando o fechamento ocorreu. Por motivos jurídicos, também será permitida a movimentação de aviões particulares.

O temor é que essas variantes atrapalhem a campanha de vacinação, que é uma das mais avançadas do mundo. Ainda não se sabe se essas mutações do Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19, são resistentes à atual vacina da Pfizer, a que está sendo ministrada nos israelenses.

Israel lidera o mundo em pessoas imunizadas

Apostando na vacinação em massa, Israel já aplicou pelo menos uma dose do imunizante contra o coronavírus em mais de 2.4 milhões de pessoas, o que corresponde a cerca de 30% da população. Mais de um milhão de pessoas já receberam as duas doses recomendadas.

O país iniciou a imunização no dia 19 de dezembro, com a vacina produzida pela Pfizer/Biontech.

(Com RFI)

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