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Novato, caçador de tesouros acha medalhas raríssimas de antes dos vikings

As peças de ouro, incluindo medalhões do tamanho de um pires, permaneceram enterrados por 1.500 anos - Reprodução/VejleMuseeerne
As peças de ouro, incluindo medalhões do tamanho de um pires, permaneceram enterrados por 1.500 anos Imagem: Reprodução/VejleMuseeerne

Colaboração para o UOL, em Santos

08/09/2021 10h46

Um caçador de tesouros novato da Dinamarca encontrou um tesouro da era pré-Viking usando, pela primeira vez, um detector de metais que acabara de adquirir em uma loja local.

O importante tesouro, que inclui medalhões de ouro do tamanho de um pires, ficou escondido por 1.500 anos até que Ole Ginnerup Schytz o encontrou por "pura sorte", como definiu.

Após comprar o detector de metais, Ole saiu para uma expedição nas terras de um ex-colega de classe em Vindelev, em uma área próxima de Jelling, na Dinamarca, quando ouviu o aparelho apitar.

Depois de escavar um pouco o solo, ele sentiu um pequeno pedaço de metal dobrado entre os dedos. "Estava cheio de destroços e lama", disse ele à emissora dinamarquesa TV2.

"Eu não tinha ideia do que era, então a única coisa que pude pensar foi que parecia a tampa de uma lata de arenque azedo."

Mas ele continuou cavando e acabou desenterrando 22 objetos de ouro preciosos, pesando quase 1 kg.

Dias depois, arqueólogos escavaram o local ao redor da descoberta e constataram que o tesouro foi enterrado sob uma habitação antiga, por um chefe de clã no século 6. Os especialistas dizem que é uma das maiores e mais importantes descobertas da história dinamarquesa.

"A Dinamarca tem 43.000 quilômetros quadrados, e então eu escolhi colocar o detector exatamente onde esta descoberta estava. Foi pura sorte".

Medalhões usados para proteção

A coleção inclui medalhões chamados bracteatas, decorados com símbolos mágicos e runas, uma das primeiras formas de escrita. As mulheres os teriam usado para proteção, já que as pessoas na época acreditavam que o ouro vinha do sol, segundo os especialistas.

Tesouro encontrado por dinamarquês estava enterrado há 1.500 anos - Reprodução/TV2 - Reprodução/TV2
Ole Schytz estava usando seu detector de metais pela primeira vez quando o aparelho apitou
Imagem: Reprodução/TV2

Um grande medalhão mostra o deus Odin, que parece ter sido inspirado em joias romanas semelhantes que celebravam os imperadores como deuses. Outra mostra o imperador romano Constantino, do século 4, famoso por disseminar o cristianismo.

A cidade de Jelling é conhecida como o berço dos grandes reis vikings que reinaram em grande parte do norte da Europa do século 10 ao 12. Mas relativamente pouco se sabe sobre o período anterior, no final da Idade do Ferro.

"Aqui vemos a mitologia nórdica em sua infância", diz Peter Vang Petersen, do Museu Nacional da Dinamarca. "Os escandinavos sempre foram bons em obter ideias do que viam em países estrangeiros e, em seguida, transformá-las em algo que lhes convinha."

Especialistas acreditam que o tesouro foi enterrado por um grande chefe e mostrou que a área era um centro de poder com ligações comerciais com o antigo Império Romano.

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