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Gigante! Peixe-lua de 2t é achado por pescadores de atum - e volta ao mar

Em risco de extinção, o peixe-lua mamute encontrado pelos pescadores pesava 2 toneladas - Reprodução/YouTube/VoaNews
Em risco de extinção, o peixe-lua mamute encontrado pelos pescadores pesava 2 toneladas Imagem: Reprodução/YouTube/VoaNews

Colaboração para o UOL, em Santos

15/10/2021 11h10

Pescadores espanhóis capturaram um peixe-lua com 3,2 metros de comprimento e 2,9 metros de largura, o que foi considerado um recorde para a região em que vive. Após ser avaliado por um biólogo, o peixe, que só é encontrado nas profundezas do oceano, foi devolvido ao mar.

O biólogo marinho Enrique Ostale conta que não acreditou na sua sorte quando avistou o enorme peixe-lua que foi chamado para avaliar, depois que um barco de pesca de atum o encontrou preso em suas redes na costa mediterrânea de Ceuta no início deste mês.

O peixe-lua mamute é uma espécie classificada como ameaçada de extinção e não é consumida na Europa. Chefe do Laboratório de Biologia Marinha da Universidade de Sevilha em Ceuta, na Espanha, disse que o peixe em questão era pesado demais para a balança de uma tonelada, que quase quebrou com o próprio peso.

"Olhando outros estudos e comparando tamanhos, deve ter pesando cerca de duas toneladas", afirmou ele à Reuters, explicando que, apesar do risco de extinção, a espécie em si não é rara.

O peixe foi inicialmente isolado em uma câmara subaquática acoplada ao barco antes de ser içado a bordo por um guincho, onde permaneceu fora da água por alguns minutos enquanto Ostale e seus colegas biólogos faziam medições, fotos e amostras de DNA.

Com pele cinza escura, bordas arredondadas nas laterais e uma grande cabeça de aparência pré-histórica, este espécime em particular é provavelmente uma mola Alexandrina, uma subespécie do gênero do peixe-lua mola, que tem uma nadadeira traseira diferenciada, em forma de toco.

"Não podíamos acreditar na nossa sorte, porque lemos livros e artigos sobre o tamanho que um peixe-lua poderia ter, mas não sabíamos que seríamos capazes de vê-lo e tocá-lo nós mesmos", disse Ostale, lembrando como a situação foi também estressante.

"Tivemos que lidar com a situação e avaliar os riscos porque estávamos no meio do mar com dois barcos e um guindaste, mais o peso e principalmente por ser basicamente um animal vivo. Tínhamos que pegar os dados de que precisávamos o mais rápido possível", acrescentou ele.

Mas a extração do peixe e seu retorno à água, ocorrida no dia 4 de outubro, transcorreram sem contratempos, para alívio dos pescadores e cientistas a bordo, que viram a criatura desaparecer nas profundezas de 700 metros que são seu lar.

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