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Anel milenar que seria usado para prevenir ressacas é achado em Israel

Anel de ouro estava em área perto de um antigo armazém de vinícola, ambos encontrados em escavações - Reprodução/ Dafna Gazit/ IAA/ MFA
Anel de ouro estava em área perto de um antigo armazém de vinícola, ambos encontrados em escavações Imagem: Reprodução/ Dafna Gazit/ IAA/ MFA

Do UOL, em São Paulo

09/11/2021 20h44Atualizada em 10/11/2021 08h43

Um anel de ouro de pelo menos 1.300 anos foi descoberto por arqueólogos da IAA (Autoridade de Antiguidades de Israel), durante uma enorme escavação na região de Yavne. Os estudiosos também encontraram um novo local de produção de vinhos do período bizantino, o maior conhecido até agora. As descobertas foram divulgadas há uma semana pelo MFA (Ministério de Relações Exteriores) israelense.

A joia, de 5,11 gramas, feita principalmente de sílica, possui uma pedra semipreciosa roxa, que os especialistas acreditam ser uma ametista, com possibilidade de uso para prevenir ressaca. "As ametistas são mencionadas na Bíblia como uma das 12 pedras preciosas usadas pelo sumo-sacerdote [...]. Muitas virtudes foram associadas a essa joia, incluindo a prevenção do efeito colateral de beber, a ressaca", explica Amir Golani, da IAA, em comunicado.

O acessório, que podia ser usado por homens e mulheres, atribuía status social ao dono, indicando riqueza. Porém, como foi encontrado cerca de 150 metros da vinícola antiga, não é possível saber quem era seu proprietário. Assim como também pairam dúvidas sobre a finalidade de seu uso.

"A pessoa que usava o anel queria evitar intoxicação devido a beber muito vinho? Provavelmente nunca saberemos", avalia Elie Haddad, diretor da escavação. "O anel foi encontrado a apenas 150 metros dos restos de um longo armazém, usado para estocar embalagens de vinho".

Os pesquisadores agora trabalham para datar o anel. Eles acreditam que ele seja do final do período bizantino (que na região de Israel durou do século 3 ao século 7). Contudo, ressaltam que, devido à beleza e ao prestígio que conferia, é possível que o anel tenha sido transmitido de geração em geração ao longo desses séculos, até ser "perdido".

"Anéis de ouro incrustado com pedra de ametista são conhecidos do mundo romano e é possível que o achado pertença às elites que viveram na cidade já no século 3 d.C", completa o comunicado da IAA feito pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel.

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