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Brasileiro é preso com maconha na Indonésia; família alega uso medicinal

Brasileiro que faz uso medicinal de cannabis foi detido com gramas de maconha na Indonésia - Ngurah Rai Airport Police/Divulgação
Brasileiro que faz uso medicinal de cannabis foi detido com gramas de maconha na Indonésia Imagem: Ngurah Rai Airport Police/Divulgação

Lorena Barros

Do UOL, em São Paulo

06/07/2022 22h56Atualizada em 07/07/2022 10h38

Um estudante de medicina brasileiro identificado como Alberto Sampaio Gressler, 25, foi detido após ser encontrado com gramas de maconha em Bali, na Indonésia. O caso foi registrado no dia 28, mas só foi divulgado à imprensa na noite de ontem.

De acordo com o site Indonesia Expat, Alberto foi detido ao chegar ao aeroporto de Bali e a droga encontrada com ele após "policiais ficarem desconfiados dos itens na sua bolsa" em uma avaliação de raio-x.

Dentro da bagagem, quatro pacotes com "folhas e sementes" foram encontrados, sendo encaminhados para análise, que identificaram a planta, proibida no país asiático. "Quatro embalagens de maconha foram confiscadas, com um peso total de 9,1 gramas", afirmou um comissário de polícia ao jornal indonésio SindoNews.

Família diz que uso é medicinal

Em conversa com o UOL, porém, a família de Alberto afirmou que o jovem, que é membro da associação Abrace Esperança, faz uso de maconha para lidar com a ansiedade, depressão e TDAH, além de ter comprado a planta legalmente e por meio de receitas médicas na Tailândia durante uma viagem de férias para a Ásia.

Os parentes de Alberto, que é natural de Rio Verde (GO), apresentaram ao UOL as receitas médicas e a declaração da Abrace que aponta que o jovem usa óleo de canabidiol para lidar com o TDAH.

Os familiares também dizem que a quantidade apreendida era menor que o relatado pela imprensa da Indonésia.

"Alberto é paciente de cannabis no Brasil. Ele tem prescrição médica e conseguiu comprar o total de 2,8 gramas na Tailândia. A imprensa da Indonésia levou em consideração o valor bruto, e não o valor líquido, dos pacotes comprados legalmente na Tailândia. No depoimento dele, dado na imigração, a polícia da imigração deixou claro que o valor líquido das plantas in natura era de 2,8 gramas", afirmou o cunhado do estudante, Antônio Rocha Lemes.

"Isso aconteceu por uma desatenção dele. Ele não sabia que na Indonésia a planta não podia entrar. Isso é um medicamento", acrescentou.

Segundo ele, o Itamaraty foi procurado e o consulado brasileiro na Indonésia designou um advogado, que está lidando com o caso.

"Temos um brasileiro em uma situação de hipossuficiência jurídica, preso com uma quantidade ínfima de maconha comprada legalmente na Tailândia, país que legalizou há pouco tempo a compra. Essa é a compra de um medicamento", afirmou Antônio.

Segundo a família, o jovem ainda está detido no aeroporto desde o dia 28 e vive em condições precárias.

"Ele ainda está preso na imigração. O secretariado consular nos diz que é uma situação bastante precária, que ele não tinha nem colchão para ele dormir, o advogado precisou comprar colchão, umas roupas, porque tudo dele foi confiscado, inclusive dinheiro, então ele vive basicamente de pão e água", descreveu.

Em nota, o Itamaraty afirmou que acompanha a situação e "presta toda a assistência ao nacional" junto à embaixada em Jacarta.

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