Conteúdo publicado há 2 meses

Maduro aparece em vídeo ensinando a votar a favor de referendo

O ditador venezuelano Nicolás Maduro compartilhou um vídeo em redes sociais ensinando a população a votar a favor do referendo que discute o domínio de um território com a Guiana.

O que aconteceu

Maduro participou ontem de um encontro com jovens que defendem a anexação do território pela Venezuela. "Este é o sistema mais seguro do mundo. Um eleitor, um voto", diz ele, durante o simulado.

Ele se dirige a uma cabine de votação e orienta a responder "sim" a cada pergunta. "Eu já estudei as perguntas, já li as perguntas. Então, estou tranquilo", afirma. Maduro vota "sim" em todos os cinco questionamentos.

O ditador reforça a segurança do sistema de votação. "O voto foi gerado corretamente. Mais cômodo e mais seguro, impossível. [...] Não é só a votação eletrônica, como em outros países. Mas vocês terão um comprovante, que depois são contados e verificados com os resultados da máquina".

Entenda disputa

Guiana e Venezuela disputam há mais de um século o Essequibo, um território rico em petróleo e recursos naturais.

Agora, o conflito histórico ganhou mais um capítulo após o ditador venezuelano Nicolás Maduro anunciar a realização de um referendo para decidir sobre a anexação dessa área.

Enquanto a Guiana recorre a uma sentença de 1899 em que foram estabelecidas as atuais fronteiras, a Venezuela reivindica o Acordo de Genebra, assinado em 1966, que anulou a sentença e estabeleceu bases para uma solução negociada.

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A disputa esquentou com o referendo e a movimentação militar da Venezuela na borda do território da antiga Guiana Inglesa. Além disso, grandes atores internacionais se movimentem.

Os Estados Unidos ameaçam retomar as sanções impostas a Maduro. A Inglaterra se disse preocupada com a situação e o Brasil tem grande preocupação com o tema, por serem países vizinhos e parceiros.

Corte Internacional de Haia dá vitória à Guiana e concede liminar contra voto de Maduro. A CIJ concedeu medidas provisórias em favor da Guiana e contra a realização do referendo pela Venezuela.

*com informações Deutsche Welle e AFP

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