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Gol e Latam cancelam voos entre Brasil e Argentina após anúncio de greve

As companhias aéreas Gol e Latam, duas das principais empresas que operam voos entre Brasil e Argentina, confirmaram ao UOL que cancelaram as operações da rota nesta quarta-feira (28) por causa de uma greve em aeroportos do país vizinho.

O que aconteceu

Todos os voos com destino ou origem na Argentina programados para amanhã foram cancelados pela Gol. A companhia explica que a paralisação afetará a operação nas cidades em que a empresa tem voos agendados: aeroportos de Buenos Aires, Córdoba e Rosário.

Os clientes terão seus voos remarcados para outras datas e poderão realizar a alteração sem custos, de acordo com a vontade de cada passageiro. Clientes com voos marcados para esta quarta estão recebendo comunicação via e-mail e SMS.

O passageiro pode entrar em contato com a Gol pelo 0300 115 2121 para tirar dúvidas. Para clientes na Argentina, o número de contato é o +55 11 3471 2973, com atendimento em espanhol das 8h às 20h. Clientes que adquiriram bilhetes por agências de viagem devem procurar diretamente os representantes.

A Latam também confirmou o cancelamento de todos os voos com destino ou origem na Argentina. Os passageiros afetados terão acesso a alterações de data ou voo e reembolso. As mudanças podem ser feitas sem custo.

A Aerolíneas Argentinas não enviou posicionamento. A Azul só começará a operar voos para Bariloche em 30 de junho e, portanto, não será afetada pela greve.

Entenda a greve

Três sindicatos que representam os trabalhadores em aeroportos na Argentina confirmaram, na noite desta terça-feira (27), a paralisação. Segundo o jornal Clarín, a categoria exige um reajuste salarial superior aos 12% oferecidos pelas empresas.

A greve é organizada principalmente por funcionários da Aerolíneas Argentinas. Porém, a paralisação afeta a todas as companhias porque envolve também a Intercargo, estatal responsável pela transferência de passageiros e suas bagagens das estações das companhias aéreas para as aeronaves, entre outras tarefas.

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O ministro da Economia, Toto Caputo, desautorizou um acordo combinado entre os sindicatos e as empresas, segundo o Clarín.

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