Netanyahu admite que deu aval para ação com pagers no Líbano, diz porta-voz
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu neste domingo (10) ter ordenado o ataque com pagers bomba a integrantes do grupo extremista libanês Hezbollah em setembro, informou seu porta-voz, Omer Dostri.
O que aconteceu
Netanyahu afirmou que havia autorizado esta operação, que até então não havia sido reivindicada, indicou Dostri. A fala aconteceu em uma reunião no Conselho de Ministros.
Objetivo principal era eliminar o líder do grupo libanês Hassan Nasrallah, que acabou morto dias depois. O jornal Times of Israel afirma que a operação foi autorizada por Netanhayu mesmo com a oposição de líderes militares. Um deles seria o ex-ministro Yoav Gallant, demitido na última quarta-feira (6).
Ao menos 37 pessoas morreram no ataque. Além de alvos do Hezbollah, pessoas que estavam próximas aos integrantes também morreram com as explosões dos dispositivos portáteis.
A ideia do ataque teria surgido em 2022. A informação é do jornal The Washington Post, que ouviu, em outubro, autoridades dos EUA, Israel e Oriente Médio. Plano contou com agentes em diversos países ainda em tempos de relativa tranquilidade na fronteira Israel e Líbano, e antes do ataque de Hamas de 7 de outubro do ano passado.
Mossad, a inteligência militar israelense, trabalhou durante anos para se infiltrar no grupo com informantes humanos e monitoramento eletrônico. O Hezbollah conhecia este risco e se preocupava com a vigilância israelense, temendo que celulares pudessem funcionar como dispositivos de escuta e rastreamento por Israel.
Plano era desconhecido por muitas autoridades israelenses até 12 de setembro. Neste dia, Netanyahu convocou uma reunião de inteligência para discutir possíveis ações contra o Hezbollah. Nela, os funcionários do Mossad apresentaram a operação.
* Com AFP
24 comentários
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Renato Faccioly
Crime de guerra, isso sim e tão somente isso.
Luiz Carlos Oyhenart Dias
O assassino confesso e fascista, Netanyahu, resolveu confessar uma das suas tantas atrocidades. O povo judeu que vive em Israel não tem culpa de ter esse ser abjeto tomando as principais decisões do país.
Regina Helena Bolze Cambero
Quantos mais ainda vão ser mortos, quantos mais ainda vão ser atacados pelo governo judeu? Até quando essa carnificina vai durar? Quando os países vão se revoltar e agir contra os desmandos de Netanyahu? Até quando vamos ver esses absurdos serem acobertados pela imprensa mundial?