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Outdoor no Peru transforma ar em água potável

Utec
Outdoor tem cinco dispositivos internos que extraem vapor d'água do ar usando filtros e condensador Imagem: Utec

Aida Parados

2013-03-26T09:17:01

26/03/2013 09h17

Um outdoor nos arredores de Lima, no Peru, transforma ar em água potável.

O dispositivo, criado pelos pesquisadores da Universidade de Engenharia e Tecnologia de Lima e pela agência de propaganda Mayo Peru DraftFCB, captura a umidade do ar e, com a ajuda de filtros, produz a água.

O painel tem uma localização estratégica, no vilarejo de Bujama, uma área ao sul da capital na qual os moradores quase não têm acesso à água limpa.

Segundo a Universidade, os pesquisadores queriam colocar a "imaginação em ação" e mostrar que é possível resolver os problemas das pessoas com engenharia e tecnologia.

"Um outdoor que produz água potável a partir do ar", afirma o cartaz que produziu mais de 9.000 litros de água, o que dá uma média 96 litros por dia.

Capturando a umidade

Apesar das condições difíceis na região do vilarejo de Bujama, com poucas chuvas, a umidade do ar chega a 98%, segundo a Universidade.

"O painel captura a umidade no ar e a transforma em água. É simples assim", afirmou Jessica Ruas, porta-voz da Universidade.

Dentro do painel existem cinco dispositivos que extraem vapor de água do ar usando um condensador e filtros. A água é armazenada em tanques no topo da estrutura. Depois de filtrada, a água desce por um cano conectado a uma torneira, acessível a todos.

O custo do sistema é de US$ 1.200 (pouco mais de R$ 2.400) e, segundo Ruas, pode se transformar em uma solução para o problema da falta de água.

"Não precisa ter a forma de um outdoor, mas a criatividade é a chave para o desenvolvimento [do projeto]", afirmou.

A Universidade de Engenharia e Tecnologia de Lima foi fundada há apenas um ano e está usando o painel com o objetivo de atrair as "mentes criativas que o Peru necessita".

Os vizinhos do outdoor aprovaram o projeto, e ele se transformou em uma atração local entre os moradores e os motoristas que passam pelo local, além de parte indispensável da vida no vilarejo.

"Não percebemos o tamanho do impacto que causaríamos", disse Ruas.

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