Geleiras de Alpes franceses derretem três vezes mais rápido que em 2003

Em Grenoble (França)

  • Luca Bruno/AP

Afetadas pelas mudanças climáticas, as geleiras dos Alpes franceses registraram uma perda de 25% da sua superfície entre 2003 e 2015, um derretimento "três vezes mais rápido" que nos anos anteriores, segundo um estudo recente.

O estudo, realizado pelo Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente de Grenoble (leste da França), indica que nesse período a perda anual foi, em média, de 2%, em comparação com 0,7% entre 1986 e 2003.

"O aumento do retrocesso é muito claro, sobretudo nas zonas baixas das geleiras", disse o glaciologista Antoine Rabatel, responsável pelo estudo.

As geleiras do maciço de Mont Blanc, o mais alto da Europa, com 4.809 metros, são as que "resistem" melhor a esta erosão, com uma redução da superfície de cerca de 1% por ano entre 2003 e 2015.

O maciço mais afetado é o da Vanoise, com 2,6% de perda anual em média, principalmente porque "poucos cumes ultrapassam 3.800 metros de altitude".

Além de uma maior altitude, o Mont Blanc abriga "zonas de acumulação de neve", onde se forma o gelo, segundo Rabatel.

O estudo foi realizado em colaboração com laboratórios austríacos, italianos e suíços, no âmbito de um programa da Agência Espacial Europeia sobre os Alpes. Suas conclusões globais ainda não foram publicadas.

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