Capivara é vista com pneu preso ao corpo; Prefeitura de SP tenta resgate

Do UOL, em São Paulo

  • Roberta Godinho/Arquivo Pessoal

     A capivara com pneu preso foi avistada na altura da Cidade Universitária

    A capivara com pneu preso foi avistada na altura da Cidade Universitária

Uma capivara com um pneu preso ao corpo foi vista às margens do rio Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A denúncia foi feita pela ciclista Roberta Godinho, 47, que disse que o animal está vivendo nessas condições há pelo menos duas semanas e aparenta estar "bastante machucado".

"Há duas semanas, vi a capivara com o pneu preso ao corpo entre as estações Berrini e Pinheiros, na margem do rio Pinheiros. Depois não vi mais. Aí na quinta-feira passada encontrei ela encostada no gradil da ciclovia. E me deu um desespero porque ela batia com a pata no pneu tentando tirar. Fiz as fotos e comecei a pedir ajuda", conta a paulistana.

Godinho disse ter entrado em contato com a Prefeitura de São Paulo, a CPTM --que administra uma ciclovia que passa em frente ao local-- e outros órgãos públicos. Mas, segundo ela, a mobilização para socorrer a capivara ocorreu apenas depois de uma publicação no Facebook. 

Roberta Godinho/Arquivo Pessoal
As fotos da capivara mostram que o animal possui feridas nas costas

A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente disse que área em que a capivara vive pertence ao governo do Estado, mas ainda assim se mobilizou para ajudar os animais feridos. O órgão informou ter recebido a denúncia no dia 15 e iniciado às tentativas de resgate no dia 17 com a ajuda da Polícia Militar Ambiental, GCM Ambiental e Divisão de Fauna.

Até agora foram realizadas cinco tentativas de resgate e, na última, uma capivara com machucados na região das costas foi capturada, tratada e solta novamente no local. Não se sabe se trata-se do mesmo animal visto pela ciclista, mas as buscas no local continuarão, segundo a secretaria.

Nas primeiras tentativas de resgate foram utilizados dardos tranquilizantes. "Porém o animal não cedeu com a sedação (o que é normal), pois há casos em que o dardo não injeta completamente o anestésico", informou a secretaria, que disse ter adotado o uso do brete. "Este equipamento é um tipo de armadilha, que foi montado ontem (4), para reter animais de grande porte. Assim que a capivara estiver contida, todo o tratamento e cuidados necessários serão dados ao bicho."

"Eu pedalo ali todos os dias, principalmente à tarde. Vejo muita capivara ferida. Já vi com arame preso, com roupa presa, com fita. Ninguém cuida delas, vivem em completo abandono", afirmou Godinho. "O rio Pinheiros é cheio de animais. Vejo tartaruga, lagarto, aves, tudo sem cuidado. Basta olhar o rio. O governo precisa despoluir o rio", completou.

Em nota, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente disse que o fato "é consequência do descarte irregular de material sólido/lixo pela população".

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