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Desmatamento na Amazônia registra pior agosto em 10 anos

Área devastada pelo fogo na Amazônia em 16 de agosto - Christian Braga / Greenpeace
Área devastada pelo fogo na Amazônia em 16 de agosto Imagem: Christian Braga / Greenpeace

Do UOL, em São Paulo

15/09/2020 18h53

O desmatamento na Amazônia subiu 68% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 1.499 km² de floresta perdida num único mês, o número mais alto dos últimos 10 anos. Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, que coordena o Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon.

Nos primeiros oito meses do ano, a área de mata nativa que foi perdida chega a 5.190 km² na Amazônia, 23% a mais do que em 2019.

De acordo com a Imazon, o Pará lidera, pela quinta vez consecutiva, o ranking dos estados que mais destroem a floresta. No mês de agosto, o índice de desmatamento no território paraense atingiu a marca de 37%. Em seguida, aparecem Amazonas (19%), Acre (18%), Rondônia (14%), Mato Grosso (9%), Maranhão (2%) e Roraima (1%).

Entre os municípios, Porto Velho, capital de Rondônia, lidera a lista dos que mais desmatam, segundo os alertas do Instituto. Foram 85 km² de floresta destruída. Lábrea, no Amazonas, e Altamira, no Pará, vem logo na sequência, com 72 km² e 61 km², respectivamente.

Degradação ambiental

De acordo com o sistema de monitoramento do Imazon, a degradação de áreas florestais, que incluem ações como incêndios, devastou 659 km² da Amazônia, apenas no mês de agosto. Neste caso, é considerado degradação quando, por exemplo, uma queimada controlada em áreas privadas para limpeza de pasto acaba atingindo a floresta e se alastrando.

A extração seletiva de madeira para fins comerciais é outro exemplo. Entre os estados com mais áreas degradadas estão Mato Grosso e Pará. Mesmo negativo, os números de 2020 representam uma redução de 29% em comparação com o ano passado, quando o indicador registrou um recorde.

Como funciona o monitoramento do Imazon

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) usa imagens de satélite para monitorar mudanças no solo da floresta. Assim, o Imazon é capaz de detectar desmatamentos a partir de 1 hectare, mesmo com condições desfavoráveis de tempo.

Com os dados, o Imazon diz ser possível subsidiar os órgãos de controle ambiental a planejar operações de fiscalização e a identificar desmatadores ilegais.

Além da SAD, existem outras plataformas que vigiam a Amazônia, como o Deter, do Inpe, e o GLAD, da Universidade de Maryland.

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