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EUA e Europa têm o verão mais quente já registrado; máxima chegou a 48,8ºC

Secas persistentes, incêndios florestais, ondas de calor recordes e furacões são algumas das consequências do aumento da temperatura - Reprodução/NBC News
Secas persistentes, incêndios florestais, ondas de calor recordes e furacões são algumas das consequências do aumento da temperatura Imagem: Reprodução/NBC News

Colaboração para o UOL, em Santos

10/09/2021 11h49

As autoridades do clima nos EUA e na Europa alertam: este foi o verão mais quente já registrado na história. Nos EUA, a temperatura média foi de 23,33ºC, o que representa 2,6ºC acima da média histórica. Na Europa, o aumento da temperatura média registrada foi de 1ºC.

A NOAA, agência do clima norte-americana, informou ontem que o recorde de calor fecha uma temporada cheia de extremos, com partes do país experimentando secas persistentes, incêndios florestais, ondas de calor recordes, furacões e outros climas extremos agravados pela mudança climática.

Este verão bateu o recorde anterior estabelecido em 1936, chegando a cerca de 0,01ºC mais quente do que durante o ano em que ocorreu o fenômeno Dust Bowl, quando grandes porções do oeste e das Grandes Planícies foram devastadas pela seca severa.

O relatório da NOAA abrange o "verão meteorológico", que cobre junho, julho e agosto. Durante esse período, 18,4% do país experimentaram temperaturas recordes, incluindo cinco estados - Califórnia, Idaho, Nevada, Oregon e Utah - que tiveram seus verões mais quentes da história, de acordo com a agência.

"Dezesseis estados adicionais tiveram um verão mais quente dos cinco primeiros registrados. Nenhum estado ficou abaixo da média para a temporada de verão", escreveram pesquisadores da NOAA no relatório climático.

Em junho, o noroeste do Pacífico sofreu uma onda de calor que quebrou todos os recordes de temperatura em Seattle e em Portland, no Oregon. Mais de 35 cidades no oeste dos EUA empataram ou estabeleceram recordes de calor, com temperaturas chegando 48,8ºC em alguns lugares.

O relatório da NOAA destacou outros eventos extremos que assolaram o país em agosto, incluindo inundações devastadoras da tempestade tropical Fred, que atingiu o oeste da Carolina do Norte, a tempestade tropical Henri, que atingiu partes do Nordeste e inundações repentinas que mataram pelo menos 22 pessoas no Tennessee.

Aumento de 1ºC na média histórica da Europa

Na Europa, as altas temperaturas foram particularmente severas em países como Itália, Grécia e Espanha. O continente experimentou uma variedade de eventos climáticos extremos neste verão, incluindo enchentes mortais e incêndios florestais.

O Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas da União Europeia (UE) anunciou na terça-feira que a Europa testemunhou este ano seu verão mais quente já registrado.

A temperatura média de junho a agosto deste ano ficou perto de 1ºC acima da média de 1991-2020. O serviço disse que este verão foi o mais quente em seu conjunto de dados, que remonta a 1950.

As temperaturas foram particularmente severas em países mediterrâneos como Itália, Grécia, Turquia e Espanha. A região italiana da Sicília experimentou uma temperatura de 48,8ºC em agosto, a temperatura mais alta já registrada na Europa.

Ondas de calor alimentam incêndios florestais na Turquia, Itália e Grécia. Alemanha, Bélgica e vários outros países europeus sofreram as piores enchentes em décadas, deixando um total de 242 mortos.

Os cientistas acreditam que o fenômeno do aquecimento global está causando esses eventos climáticos extremos.

Um relatório recente descobriu que geleiras no sul da Europa, na cordilheira dos Pireneus, entre a Espanha e a França, serão reduzidas a manchas de gelo nas próximas décadas devido ao impacto das mudanças climáticas.

A próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), quando os líderes mundiais devem discutir o progresso na luta contra o aquecimento global, está prevista para ocorrer de 31 de outubro a 12 de novembro na Escócia.

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