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Meio Ambiente

Cuba pede aos países desenvolvidos que reduzam emissões de gases poluentes

27/10/2021 05h18

Havana, 26 out (EFE).- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pediu nesta terça-feira aos países desenvolvidos que assumam a liderança na redução de emissões de gases poluentes e reiterou o compromisso de seu país com as mudanças climáticas.

Falando na reunião virtual "Ação Climática: pela Humanidade, o Planeta e a Prosperidade" convocada pela ONU, o presidente acrescentou que esses objetivos podem ser alcançados com uma "responsabilidade compartilhada" com os países menos desenvolvidos.

A nomeação de hoje antecede a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), programada para 31 de outubro a 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.

Díaz-Canel disse esperar "soluções concretas" na cúpula do clima, um dos fóruns políticos de mais alto nível onde essas questões são tratadas.

Ele também criticou os gastos mundiais com a corrida armamentista, ao invés de direcioná-los para a proteção do meio ambiente.

Em seu breve discurso transmitido pela televisão estatal, destacou os avanços de Cuba na realização da "Tarea Vida".

"Nosso compromisso com o meio ambiente não mudou", disse o presidente cubano, destacando a aprovação do plano estatal há quatro anos, que inclui medidas como a proibição de construção de novas casas em assentamentos costeiros e a redução de áreas cultivadas perto do mar.

Os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis na ilha, especialmente na elevação do nível do mar, altas temperaturas, secas severas e o impacto frequente de furacões.

Em nível global, especialistas alertam que as mudanças climáticas levaram o mundo ao período mais quente em 2 mil anos e terão efeitos irreversíveis por milênios.

A ONU também alertou que os novos compromissos dos países são insuficientes para conter a emissão de gases de efeito estufa, o que pode causar neste século uma elevação da temperatura do planeta em 2,7 graus Celsius, acima da meta de 1,5 grau da era pré-industrial. EFE

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