Topo

Levy Fidelix, presidente do PRTB, nega envolvimento com Carlinhos Cachoeira

Ivan Richard

Da Agência Brasil, em Brasília

2012-05-02T12:40:26

02/05/2012 12h40

O presidente nacional e fundador do PRTB, Levy Fidelix, negou nesta quarta-feira (2) que tenha negociado a venda de seu partido com integrantes do esquema liderado pelo empresário de jogos ilícitos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso em Brasília.

Fidelix negou conhecer Cachoeira e o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e classificou o episódio de “factoide”.

“Temos um grande factoide no país. Jamais ocorreu [contato com Dadá]. Dadá que conheço só o dos Trapalhões e cachoeira só Itaipu Binacional”, disse ao confundir o nome de Dadá com os personagens Dedé (Dedé Santana) e Didi (Renato Aragão), do programa humorístico Trapalhões, veiculado entre as décadas de 1970 e 1990 na “TV Globo”.

“Nunca houve contato, não há contato, não o conheço. Não posso pagar por algo que desconheço”, declarou Fidelix.

Segundo reportagens veiculadas ontem (1º) na imprensa, escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal revelaram a tentativa de Carlinhos Cachoeira de comprar o PRTB em Goiás.

Nas ligações gravadas em maio de 2011, o bicheiro e Dadá falam de diversas legendas menores e citam o nome do presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix.

Questionado sobre se o seu partido estaria à venda, Fidelix disse que a sigla é como se fosse um filho. “Sou fundador do PRTB. Ele é um filho meu. Não vendo meu filho. Você [jornalista] venderia um filho seu? É meu filho, meu sangue, minha carne, minha vida”, argumentou Fidelix.

Para ele, o vazamento de informações sigilosas de operações da PF visam a atingir sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. Fidelix disse que pretende conversar com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para cobrar explicações.

“Já requeri uma audiência com o ministro para que eu possa ter uma conversa política, porque isso não é caso policial, mas político e saber dele por que a Policia Federal vazou uma citação”.

Mais Política