PUBLICIDADE
Topo

Política

Voto do relator do mensalão começa nesta quarta-feira

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

14/08/2012 19h35Atualizada em 14/08/2012 22h33

O voto do relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, será iniciado nesta quarta-feira (15), após a exposição das últimas 3 defesas das 38 dos réus. Antes de sair do plenário hoje, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, confirmou a informação.

A estimativa é a de que o voto de Barbosa, com mais de mil páginas, dure cerca de quatro dias. Nesta semana, haverá sessão também na quinta-feira (16). Depois, o julgamento será retomado apenas na próxima segunda-feira (20), com a continuação do voto do relator. 

Segundo informações da assessoria de imprensa do STF, antes da apresentação do voto de Barbosa, os ministros ainda devem discutir questões de ordem levantadas pelos advogados dos réus ao longo do processo.

Eles questionaram os seguintes temas: a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo; cerceamento de defesa; impedimento do relator de atuar no caso; o apontamento de que a denúncia do Ministério Público é "inconsistente"; e o desmembramento do processo entre os réus com e sem foro privilegiado --este último ponto já foi alvo de discussão na Corte no primeiro dia do julgamento.

Entenda o dia a dia do julgamento

Entenda o mensalão

O caso do mensalão, denunciado em 2005, foi o maior escândalo do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O processo tem 38 réus, incluindo membros da alta cúpula do PT, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). No total, são acusados 14 políticos, entre ex-ministros, dirigentes de partido e antigos e atuais deputados federais.

O grupo é acusado de ter mantido um suposto esquema de desvio de verba pública e pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo Lula. O esquema seria operado pelo empresário Marcos Valério, que tinha contratos de publicidade com o governo federal e usaria suas empresas para desviar recursos dos cofres públicos. Segundo a Procuradoria, o Banco Rural alimentou o esquema com empréstimos fraudulentos.

O tribunal vai analisar acusações relacionadas a sete crimes diferentes: formação de quadrilha, lavagem ou ocultação de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. 

Política