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Avaliação do governo Dilma bate novo recorde e sobe de 59% para 62%, aponta CNI/Ibope

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Imagem: Divulgação

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

2012-09-26T11:07:54

2012-09-26T12:41:31

26/09/2012 11h07Atualizada em 26/09/2012 12h41

O governo de Dilma Rousseff teve a aprovação de 62% dos brasileiros, índice três pontos percentuais maior que o registrado na última pesquisa, divulgada em junho deste ano. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (26 ) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope, em Brasília.

Na pesquisa de junho, a avaliação do segundo ano da presidente já tinha atingido patamares ainda maiores que seus antecessores, o também petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Fernando Henrique Cardoso. Em junho, o governo de Dilma teve 59% de aprovação, contra 29% de Lula, em junho de 2004, e 35% de FHC, em maio de 1996. Nesta edição, fica com 62%, frente a 38% de Lula e 38% de FHC, em período semelhante. 

A aprovação pessoal da presidente manteve-se na marca de 77%, mesmo percentual apurado em março e junho deste ano. O índice também é superior aos alcançados por FHC (56%) e Lula (55%), no período. 

Já a confiança na atuação da presidente frente ao cargo mais alto do Executivo nacional oscilou de 72% para 73%, ou seja, mantendo-se na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A confiança em Dilma também é maior que a registrada por Lula (55%) e FHC (56%), no terceiro levantamento anual do segundo ano de primeiro mandato deles.

A pesquisa avalia trimestralmente a opinião pública com relação à administração federal. A CNI/Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de setembro de 2012.

Notícias do governo

Os entrevistados também foram questionados sobre os assuntos que mais se lembravam do noticiário em temas relacionados ao governo federal. 

Os mais citados foram o julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), lembrado por 16% dos entrevistados, o anúncio de redução nas tarifas de energia para 2013, as viagens presidenciais, a greve de funcionários públicos e a CPI do Cachoeira, todos citados com 5% dos ouvidos. 

Apesar de os temas lembrados envolverem pessoas ligadas ao partido da presidente e às suas ações, 29% dos entrevistados avaliaram como favoráveis as informações publicadas sobre o governo na imprensa, contra 14% que acham desfavoráveis e 36% que consideram as notícias neutras.

Políticas públicas

Três das nove políticas públicas do governo indicadas na pesquisa foram destacadas pelos entrevistados como as mais relevantes e tiveram altos percentuais de aprovação: o combate à fome e à pobreza (60%), o combate ao desemprego (57%) e a ação em favor do meio ambiente (54%).

Já as atividades governamentais relativas à saúde (33%), impostos (57%) e segurança pública (57%) foram desaprovadas pela maior parte dos entrevistados. As políticas públicas ligada à educação foram rejeitadas por 51%.

A aprovação das ações no combate à inflação passou de 46% para 50%. 

As políticas de taxa de juros, que são hoje uma prioridade do governo, não registrou mudança e continua com 49% de aprovação mesmo com a redução dos juros desde o ano passado para diminuir os efeitos da crise internacional.  

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