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Reunião de líderes é para achincalhar, diz Feliciano

Fábio Brandt

Do UOL, em Brasília

02/04/2013 06h00

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta segunda-feira (1º) que é incerta sua presença na reunião de líderes partidários destinada a debater sua permanência no cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo ele, o encontro servirá para oprimi-lo e achincalhá-lo. A reunião estava marcada para esta terça-feira (2), mas remarcada para a próxima semana. 

“Eu não recebi o convite ainda. Estou estudando se eu vou atender. Regimentalmente, não tem o que ser feito. Eu não sei o que faria nesse colégio de líderes. Ir ali para ser oprimido e achincalhado por um grupo de pessoas que, na verdade, deveria defender o Parlamento —e não abrir um precedente como está sendo feito. Acho muito perigoso”, disse Feliciano.

O deputado, que também é pastor evangélico, falou sobre o assunto ao “Poder e Política”, programa do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação foi realizada no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

Na entrevista, Feliciano reafirmou que não renunciará à presidência da comissão e se comparou ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Disse que, assim como Alves, que sofreu diversas acusações de corrupção ao assumir a Presidência da Casa, ele também tem direito provar que pode “fazer um bom trabalho” na Comissão de Direitos Humanos.

Feliciano se disse insatisfeito com o tratamento recebido do governo da presidente Dilma Rousseff, para quem fez campanha em 2010. Segundo ele, o empenho de grupos do PT contra ele faz com que a repetição do apoio em 2014 fique em dúvida.

Neste mês de abril, Feliciano diz esperar o apoio de 24 mil pastores que estarão em Brasília para um congresso da Assembleia de Deus. O deputado aguarda também outras manifestações a seu favor. “[Eles, o movimento LGBT] colocam 20, 50, 200 pessoas na rua. Se é público que eles querem ver, nós temos 50 milhões [de fiéis] no país”.

Ele falou ainda sobre as acusações de racismo e homofobia que representantes das minorias fazem contra ele.

Acesse a transcrição completa da entrevista.

A seguir, vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets):

 

1) Quem é Marco Feliciano? (1:13)

2) Reunião de líderes é para me achincalhar, diz Feliciano (2:16)

3) “Não me representam”, diz Feliciano sobre artistas (2:17)

4) Papa Francisco e eu somos perseguidos por LGBT, diz Feliciano (1:02)

5) Islã erra ao condenar gays à morte, afirma Feliciano (1:13)

6) Vesti a camisa de Dilma e o PT me traiu, diz Feliciano (2:31)

7) Ministra Gleisi não me recebe mais, diz pastor Feliciano (1:48)

8) 24 mil pastores me apoiarão em Brasília, diz Feliciano (0:48)

9) Apoio evangélico à Dilma em 2014 é incerto, diz Feliciano (1:47)

10) Sou contra aborto porque minha mãe teve clínica, diz Feliciano (2:13)

11) Fala sobre África e Aids seria diferente hoje, diz Feliciano (3:04)

12) Tem muitos casos de ex-gays na minha igreja, diz Feliciano (2:06)

13) Brasil vive ditadura gay, diz pastor Feliciano (3:11)

14) Se tem lei para gay, deve ter para caolho, diz Feliciano (1:18)

15) Gays têm direito à herança e à aposentadoria, diz Feliciano (1:46)

16) Ulysses e Eduardo Cunha são exemplos na política, diz Feliciano (0:51)

17) Sou vaidoso e não é pecado, diz Feliciano (1:36)

18) Íntegra da entrevista (69 min.)

 

 

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