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"Não há vencedores nem vencidos", diz presidente da Câmara sobre MP dos Portos

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

16/05/2013 11h45

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quinta-feira (16) que a aprovação do projeto que reformula o sistema portuário brasileiro não teve “vencedores nem vencidos”.

A Medida Provisória dos Portos passou na Câmara depois de cerca de 40 horas de discussões em duas longas sessões e só aconteceu depois de o PT ter cedido e aceitado alterações propostas pelo PMDB, principal partido da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff.

“Eu quero dizer que não há vencedores e nem vencidos. Porque, muito maior do que isso, quem venceu foi o povo brasileiro”, disse.

Alves comparou o que ele chamou de “votação recorde” com a Assembleia Constituinte que aprovou a atual Constituição.

“Participei da Constituinte e não vi nada igual. Foram 18 horas ontem e 21 horas hoje. Portanto, quase 40 horas de discussão, de debate, de controvérsia, de convencimento e de respeito. Tenho certeza que a partir de hoje o povo brasileiro cada vez mais vai se orgulhar do seu parlamento e do seu Legislativo.”

Alves citou ainda a atuação dos partidos de oposição. O DEM e o PSDB fizeram diversas tentativas de atrasos os trabalhos.

Em um dos momentos, a oposição chegou a apresentar mais 13 propostas de alteração do texto para entrar na lista dos itens a serem apreciados.

Em uma manobra regimental, o governo apresentou uma sugestão semelhante, que, ao ser aprovada, ajudou a acelerar o processo de votação e derrubou outras propostas com conteúdo semelhante.

“Eu quero reconhecer aqui a valentia, o aspecto lutador que nos deu muito trabalho da oposição, que, de maneira correta, ética fez o seu papel. E quero dizer que a base do governo, de maneira muito lúcida e competente, fez o seu papel”, afirmou Alves, acrescentando que a reformulação do sistema portuário é “importante para o Brasil de hoje e para o Brasil de amanhã”.

O texto está agora com o Senado, que precisa concluir a votação até a meia-noite de hoje, quando termina a validade da medida.

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