PMDB expulsa deputado condenado pelo STF do partido

Aiuri Rebello

Do UOL, em Brasília

  • Leonardo Prado - 20.mar.2012/Agência Câmara

    20.mar.2012 - Deputado Natan Donadon (PMDB-RO) durante reunião da bancada do PMDB com o ministro do esporte, Aldo Rebelo

    20.mar.2012 - Deputado Natan Donadon (PMDB-RO) durante reunião da bancada do PMDB com o ministro do esporte, Aldo Rebelo

O PMDB expulsou o deputado Natan Donadon (RO) dos quadros do partido nesta quarta-feira (26). 

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve ontem a condenação do deputado e pediu que fosse expedido um mandado de prisão contra ele, que ainda não foi encontrado pela Polícia Federal. Em 2010, a Corte o condenou a 13 anos e quatro meses de prisão por formação de quadrilha e peculato.

Donadon é acusado de participação em desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia em simulação de contratos de publicidade.  Ele é o primeiro parlamentar condenado à prisão desde a Constituição de 1988.

A informação sobre a desfiliação de Donadon foi dada à reportagem do UOL pelo presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO). Questionado pela reportagem o que achava da condenação do deputado, Raupp recusou-se a responder, ficou em silêncio e entregou uma nota do diretório estadual do PMDB de Rondônia informando a desfiliação.

Donadon não cumpriu o acordo de se entregar à Polícia Federal até as 12h desta quinta-feira (27). Agora, Donadon está sendo procurado por agentes da PF.

"O diretório estadual do PMDB de Rondônia informa que decidiu desligar de seus quadros Natan Donadon e Marcos Antônio Donadon", dizia o documento entregue por Raupp.

Marcos Antônio é deputado estadual em Rondônia e foi preso na madrugada de ontem em Porto Velho. Ele foi condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha por envolvimento em um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa local.

Cassação

A mesa diretora da Câmara dos Deputados decidiu ontem, por unanimidade, abrir um processo regimental para cassar o mandato do deputado Natan Donadon. O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) já foi informado e o parlamentar terá cinco sessões para se defender. Depois, o caso seguirá para votação secreta em plenário.

Toda semana temos abacaxi pra descascar, diz Alves sobre Donadon

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