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Desta vez vai ter votação da reforma política, afirma Vaccarezza

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

24/07/2013 12h21

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), coordenador do grupo de trabalho sobre a reforma política na Câmara, disse nesta quarta-feira (24) que a votação do tema deve prosperar. “Desta vez, vai ter votação da reforma política. Todas as pessoas querem que tenha uma mudança. Houve uma mudança no Brasil depois de todas as manifestações. Eu destaco que há duas questões das mais debatidas entre os deputados que tenho sido mais perguntado: financiamento de campanha e sistema eleitoral”, afirmou Vaccarezza. 

Reforma política será do povo, diz Vaccarezza

“Esta reforma politica não será apenas dos políticos. Se depender da nossa comissão, será uma reforma do povo brasileiro”, afirmou o deputado, que vem sofrendo críticas do próprio PT pela condução do grupo

De acordo com deputado petista, depois do recesso, os integrantes do grupo de trabalho reunirão durante 90 dias as propostas recebidas pela população para incluir nos debates.

Vaccarezza disse que, pessoalmente, é favorável ao voto em lista e ao financiamento público de campanha, mas frisou que não irá impor sua preferência no grupo. “Não existe pensamento único. Vamos procurar o que seja o pensamento majoritário. Aí nos vamos votar”, completou. 

Ele lançou hoje uma página dentro site da Câmara dos Deputados para receber sugestões, críticas e contribuições da população para propostas de reforma política.

No lado direito da página do portal da Câmara, embaixo do ícone “e-democracia”, o novo site pode ser acessado ao clicar em “Reforma Política”. Para poder deixar seus comentários, o cidadão terá de preencher uma ficha com dados pessoais. 

“O nosso objetivo é usar a internet para facilitar a participação das pessoas. Não é apenas para organizar o debate, é para trazer a participação das pessoas”, justificou Vaccarezza.

Além do petista, o único parlamentar presente foi o deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB). O anúncio do lançamento ocorreu durante o recesso parlamentar (18 a 31 de julho), em uma Câmara dos Deputados praticamente vazia.

Gadelha apoiou a ação do coordenador do grupo e avaliou que a medida é uma resposta às manifestações populares de junho. “Não adianta nos acionarmos e não conseguirmos fazer. Não podemos perder a oportunidade de fazer um cronograma exequível. [O lançamento do portal] vem ao encontro com o que as ruas clamam por maior interatividade [do Parlamento com a população]”, afirmou.   

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