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Política

"Vou recomendar uma pizzaria a vocês", diz Mendes após decisão do STF

Guilherme Balza

Do UOL, em Brasília

18/09/2013 18h57Atualizada em 18/09/2013 20h38

 Após o final da sessão desta quarta-feira (18), em que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pela revisão do julgamento de 12 dos 25 réus do mensalão, o ministro Gilmar Mendes ironizou o resultado, insinuando que o processo pode "acabar em pizza".

Logo que a sessão terminou, Mendes passou direto pela área em que normalmente os magistrados concedem entrevistas à imprensa. Um jornalista o questionou, em tom irônico. “E a pizza, ministro?”. O magistrado respondeu: “Vou recomendar uma pizzaria a vocês.” Ontem, Mendes disse que a Corte não é um "tribunal para ficar assando pizza".

Entre os cinco ministros que votaram contra a aceitação dos infringentes, Mendes tem sido o que mais atacou a reabertura de um novo julgamento. Ontem (17), após sessão das turmas do mensalão, afirmou que o Supremo não é “um tribunal para ficar assando pizza.”

Ao defender a improcedência dos infringentes, na sessão da última quinta-feira (12), Mendes se exaltou e foi irônico em vários momentos.

"Transformamos o STF em um tribunal bolivariano", diz Gilmar

“Tribunal bolivariano”

Já na parte externa do STF, Mendes atacou as Supremas Cortes de países vizinhos ao criticar o tempo gasto com o julgamento do mensalão e ao comentar as implicações que podem resultar do acolhimento dos embargos infringentes.

“Esse julgamento foi atípico, lamentavelmente atípico. Dois colegas foram retirados por conta do alongamento indevido do julgamento”, disse.

“Agora vamos ter embargos infringentes. E pode ser que aqui a poucos tiremos mais  colegas. Não é razoável. Nós começamos a operar nessa lógica. Daqui a pouco nós conspurcamos o tribunal, corrompemos o tribunal , transformamos ele, essa casa que tem grande respeito, num tribunal de Carracas (Venezuela), de La Paz (Bolívia), num tribunal bolivariano”, declarou Gilmar Mendes.

O magistrado disse que a aceitação dos infringentes “se trata de uma decisão equivocada, mas a maioria assim decidiu”. O ministro acredita que a questão de fundo a ser tratada pelos infringentes é a condenação por formação de quadrilha aos réus do mensalão.

“Em realidade se discute aqui fundamentalmente o tema da quadrilha. Se apontou que havia exagero, excessos, se falou que aumentaram a pena para prescrever. Isso não faz sentido quando os senhores veem o votos que apontaram a responsabilidade dessas pessoas”, afirmou.

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