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Dilma confirma reforma ministerial "até o Carnaval" e defende Mantega

A presidente Dilma Rousseff toma café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília - Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff toma café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR

Marina Motomura

Do UOL, em Brasília

18/12/2013 12h17Atualizada em 18/12/2013 15h41

A presidente Dilma Rousseff fez um balanço positivo sobre o ano de 2013 para seu governo, disse que a economia brasileira está bem em comparação a outros países do G20 e confirmou que fará uma reforma ministerial em seu governo "até o Carnaval".

Em café da manhã com 51 jornalistas de vários veículos de imprensa, no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (18), a presidente disse que a mudança no primeiro escalão ocorrerá de meados de janeiro até o Carnaval. "Até o Carnaval eu vou concluir a reforma." 

Dilma afirmou ainda que não tinha a reforma pronta. Questionada sobre a possível permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Dilma o defendeu. "Eu reitero que o ministro Guido está perfeitamente [bem] no lugar onde ele está."

Vários ministros devem deixar o governo em 2014 para concorrer nas eleições estaduais.

Otimismo na economia

Questionada sobre o mau desempenho da economia durante o ano de 2013, Dilma disse que não fará previsões. "Não vou dizer qual será o PIB [de 2013]. Se eu errar uma casa decimal eu pago um pato louco", declarou.

Mesmo assim, Dilma disse que os números indicam que o PIB deve ficar na casa dos 2%. "Toda previsão é sujeita a tempestades. Eu não faço previsões do PIB e vocês [jornalistas] também não deveriam fazer porque vocês também erram."


No entanto, a presidente criticou o pessimismo da imprensa em relação à economia. "Acho que é absolutamente imperdoável um governo pessimista. A não ser algum governo que está diante da guerra, mesmo assim prefiro a linha Churchill, de sangue, suor e lágrimas. Vamos até o fim", declarou, em relação ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que liderou o país durante a Segunda Guerra Mundial.

Relação com o Congresso

Dilma aproveitou uma das perguntas dos jornalistas para elogiar o Congresso, fonte constante de atrito com o Planalto durante o ano de 2013.

Segundo a presidente, o Legislativo tem demonstrado "maturidade extraordinária" e a relação com Executivo tem sido "muito construtiva".

A aprovação na madrugada desta quarta-feira do Orçamento da União para 2014, segundo a mandatária, "mostra um Congresso funcionando". "Iniciamos 2014 de forma maisorganizada do que fizemos ano passado", declarou. No final do ano legislativo de 2013, o Congresso não conseguiu aprovar o Orçamento e a presidente foi obrigada a editar uma MP (Medida Provisória) para custear os gastos do governo no início de 2013.

Dilma citou como exemplos a aprovação da MP dos Portos, a MP do programa federal Mais Médicos e a lei que destina royalties do pré-sal para saúde e educação.

"Vivemos em uma democracia. Há uma relação de equilíbrio entre os poderes, não uma relação hierárquica".

A presidente citou ainda a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento impositivo como um "avanço" na relação entre o Executivo e o Legislativo. "A negociação com o Congresso agora tem outro padrão de qualidade", elogiou.

Marca do governo

A um ano de terminar seu mandato, a presidente também foi questionada sobre qual seria a marca de seu governo.

"É uma pergunta difícil. Governo é que nem família. Você gosta de vários filhos", disse, fazendo uma analogia com os programas federais.

A presidente citou como programas de que tem "orgulho" o Mais Médicos, o Viver Sem Limites (destinado às pessoas com deficiência) e as políticas de combate à miséria.

"Tenho orgulho de a gente ter sido capaz de focar a política de superação da pobreza. Tirar 22 milhões de pessoas da pobreza em dois anos e meio demonstra um domínio do instrumento público de políticas", disse.