Processo de impeachment

Dilma diz que não pretende renunciar: "resignação não é comigo, não"

Do UOL, no Rio

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, nesta sexta-feira (11), que não tem intenção de renunciar ao cargo e que não há base para que sofra um impeachment. "Essa história de resignação não é comigo, não", disse a presidente. "Não há nenhuma base para qualquer ato contra a minha pessoa. Eu não estou resignada diante de nada. Acredito que é por isso que represento o povo brasileiro. Eu não tenho cara de quem vai renunciar."

Dilma falou após encontro com reitores de universidades federais do país, no qual já havia dito que não vai renunciar a seu mandato, apesar da crise política, e defendido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria sofrendo um processo sem base legal. Na quinta-feira (10), o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de Lula.

A presidente enfrenta um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados e ações que pedem a cassação de seu mandato no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A denúncia e o pedido de prisão do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) contra o ex-presidente Lula, por causa de suspeitas de lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP), agravaram a crise no governo Dilma ao atingirem seu principal fiador político.

"Não existe base nenhuma para esse pedido [de prisão de Lula]. É um ato que ultrapassa o bom senso, é um ato de injustiça, é impossível que um país como o nosso assista [a isso] calmamente", disse Dilma.

Com o cerco das investigações a Lula, passou-se a cogitar que o ex-presidente pudesse assumir um ministério, o que faria com que ele só pudesse ser processado e preso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

Nos bastidores, comenta-se que ele tem resistido a assumir o cargo. Dilma afirmou que "teria grande orgulho" de tê-lo entre seus ministros. "O presidente Lula daria com certeza uma enorme contribuição."

Pedido de prisão de Lula passou de todos os limites, diz Dilma

  •  

Protestos

Dilma também fez um apelo, "como presidente da República", para que não ocorram atos violentos durante as manifestações que estão sendo organizadas pelo país, tanto a favor do impeachment quanto em defesa do PT. Neste domingo (13), estão previstas manifestações contra o governo Dilma em diversas capitais. Já grupos que apoiam o PT e o ex-presidente Lula planejam atos para o próximo dia 18.
 
"Acredito e peço que não haja confronto. Faço um grande apelo às pessoas para que sejam capazes de se manifestar de forma pacífica. A manifestação é um momento importante do país, de afirmação democrática, por isso não deve ser manchada por nenhum ato de violência", disse a presidente. 
 
"Isso é até uma questão que eu peço como presidenta da República. A gente tem de manter aquelas que são vitórias da democracia brasileira, e sem dúvida uma das vitórias da democracia brasileira é o direito de livre manifestação", afirmou Dilma.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos