Operação Lava Jato

Banho de loja da mulher de Cunha: como gastar R$ 64 mil em 3 dias em Paris

Adriana da Silva

Colaboração para o UOL, em Paris

Cláudia Cruz -- mulher do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) -- não mede esforços (nem valores) para estar na moda. Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, ela gastou US$ 17.483,84 (cerca de R$ 64 mil atualizados) em três dias de janeiro de 2014, quando passeava por Paris. Segundo a Polícia Federal, o valor seria proveniente de corrupção e lavagem de dinheiroSegundo investigações da força-tarefa da Lava Jato, os gastos de Claudia Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich (filha de Cunha) com as marcas de renome Chanel, Dior, Balenciaga e Louis Vuitton totalizam cerca de US$ 86 mil (equivalente hoje a cerca de R$ 345 mil), entre dezembro de 2012 e julho de 2015.

A fatura do cartão de crédito mostra que a jornalista tem uma queda por grifes famosas e fez um "banho de loja". Somente naqueles três dias de janeiro de 2014, os mais de US$ 17 mil foram divididos em compras nas francesas Christian Dior, Chanel e Charvet e na espanhola Balenciaga. A reportagem do UOL foi às lojas para ver o que é possível comprar com esse valor.

Na maison de Coco Chanel, Cruz dispensou o equivalente a cerca de R$ 28 mil. Por essa quantia, ela poderia comprar, atualmente, uma das desejadas bolsas criadas pela casa. A tradicional Timeless custa R$ 17.528, mas há também a moderna versão em verde, um pouco mais em conta, por R$ 15.306. Com o troco, ela levaria ainda um sapato escarpim bicolor (R$ 2.345), outro elegante modelo feito em couro matelassê (R$ 2.839), óculos escuros (R$ 1.152) e um top (R$ 4.197) para completar o look.

A mulher do parlamentar foi bem mais contida na Christian Dior, onde seu cartão de crédito registrou aproximadamente R$ 9.000. Mesmo com um valor menor, ela poderia se esbaldar, adquirindo alguns dos acessórios mais desejados da temporada como os óculos So Real (R$ 1.893), os brincos tribal (R$ 1.111), os escarpins de salto transparente (R$ 2.756) e um outro modelo da coleção verão (R$ 3.086). Ainda receberia um trocado para tomar um café em algum bulevar parisiense.

Pedro Ladeira-5.nov.2015/Folhapress
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a mulher, Cláudia Cruz

Investimento semelhante (R$ 10 mil) foi feito na marca criada pelo espanhol Cristóbal Balenciaga, endereço no qual Cruz teria à sua disposição vestidos, a exemplo de um pretinho básico (R$ 4.089) ou um branco romântico (R$ 5.322), combinados a sandálias em couro de píton (R$ 2.979) ou uma de salto altíssimo com um belo laço (R$ 3.062). Outra opção seria trocar o figurino todo por uma das bolsas desenhadas pelo norte-americano Alexander Wang, ex-estilista da grife, com preços que variam de R$ 5.322,00 a R$ 5.939, e ainda daria para incluir um dos calçados.

Na clássica camisaria masculina Charvet, na place Vendôme, Cruz deixou por volta de R$ 15 mil. Com essa quantia, ela teria o prazer de dar uma renovada no guarda-roupa do marido, enchendo a sacola com cinco camisas (R$ 1.459 cada um), três camisetas polo (R$ 842 por peça), um cinto (R$ 699), duas gravatas (R$ 657) e um lenço (R$ 185). A loja vende ainda elegantes pantufas (R$ 1.110), mas não parece que Cunha pretenda se aposentar. 

Propina bancou compras de mulher de Cunha em lojas de luxo

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