Processo de impeachment

Dilma diz que defensores do impeachment "querem pescar em águas turvas"

Do UOL, em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff (PT) declarou nesta sexta-feira (8) no Rio de Janeiro que os defensores do impeachment "querem pescar em águas turvas". Ela reafirmou que seus opositores apostam no "quanto pior, melhor" para chegar ao poder sem a necessidade de vencer uma eleição.

Dilma discursou durante cerimônia de entrega de 4.452 unidades de moradia do programa Minha Casa, Minha Vida. Mais cedo, ao participar da inauguração do estádio de esportes aquáticos do Parque Olímpico da Barra, no Rio, ela já havia dito que o clima do "quanto pior, melhor" atrapalha o país.

Na cerimônia de entrega de casas, Dilma comparou os defensores do impeachment ao "vizinho que tem olho gordo" e "não quer que as coisas deem certo".

A presidente voltou a declarar que não praticou crime de responsabilidade e que não há motivo para impeachment. "Eu não cometi nenhum crime de responsabilidade. Não vai ter golpe porque isso seria uma afronta à democracia", disse.

"Quem pretende interromper o meu mandato é justamente aquele tipo de projeto que considera um erro do governo federal colocar recursos fazer um programa como o Minha Casa, Minha Vida. Nós não concordamos. Continuaremos a fazer programas que beneficiem nosso povo."

Dilma também afirmou que dificuldades financeiras não impedirão a continuidade do Minha Casa, Minha Vida.

Denúncias

No pedido de impeachment, Dilma é denunciada por ter praticado manobras contábeis com bancos estatais, as chamadas pedaladas fiscais, e por emitir decretos de créditos suplementares que desrespeitariam a meta fiscal.

A defesa da presidente argumenta que as pedaladas fiscais não configuram crime de responsabilidade porque não são empréstimos, mas atrasos previstos no contrato de serviço entre bancos e governo.

O governo alega que os decretos foram emitidos depois de cortes no Orçamento e que eles não elevaram os gastos previstos.

Apoio do governador Dornelles

Antes de Dilma discursar na tarde desta sexta, ela recebeu apoio público do governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles (PP), primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que defende o impeachment.

Ao contrário de Aécio, Dornelles elogiou os programas sociais do governo e defendeu a permanência de Dilma. Depois de afirmar que ela faz "um belo trabalho", o governador disse esperar que a presidente continue no governo e complete o mandato tem 2018.

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