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Processo de impeachment

Lula e Cunha são "adversários perfeitos um para o outro", diz Roberto Jefferson

Do UOL, em São Paulo

  • Sérgio Lima/Folhapress

    Roberto Jefferson (PTB/RJ) afirma que o país vive "briga de foice no escuro"

    Roberto Jefferson (PTB/RJ) afirma que o país vive "briga de foice no escuro"

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ), delator e posteriormente condenado no escândalo do mensalão, afirmou nesta segunda-feira (11) que o Brasil vive atualmente "uma briga de foice no escuro", e que o ex-presidente Lula (PT) e deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) são "adversários perfeitos um para o outro".

"Vale dedo no olho, puxão de cabelo, vale tudo. Esse tipo de guerra quem sabe lutar é o Cunha, é o Lula, então eles são os adversários perfeitos um para o outro", disse o ex-deputado durante o programa "Roda Viva", na "TV Cultura".

Apesar do cenário atual - considerado crítico - o petebista afirma estar otimista com o futuro do país, muito embora ele mesmo diga que nunca mais vai disputar uma eleição. "Temos grandes líderes no Brasil, capazes de ser excelentes presidentes, como Aécio Neves (PSDB/MG), José Serra (PSDB/SP) e Geraldo Alckmin (PSDB/SP)", afirmou.

Jefferson disse que foram as más companhias que fizeram com que ele viesse a cometer ilicitudes que levaram a sua condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"Minha mãe sempre dizia: 'diga-me com quem andas e te direis quem és'. Andei com quem não presta, virei bandido. Mas bandido com ética!", ressalvou o ex-deputado, que cumpriu parte de sua pena de 14 anos em regime semi-aberto. Em maio de 2015, Roberto Jefferson passou a cumprir o restante de sua pena em regime aberto, após autorização concedida pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso.

O ex-parlamentar, que também foi presidente do PTB, disse que aprendeu com seus erros, e que nunca foi bandido de "atirar pelas costas, sem honra, de fazer tocaia", como seriam, no entendimento do Jefferson, o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não me envolvi em alta corrupção. Pode ver, não há um nome de políticos do PTB envolvido no 'petrolão'. Tudo que eu fiz foi utilizar dinheiro de caixa 2 (R$ 4 milhões) em campanha eleitoral", argumentou o ex-deputado.

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