Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Dilma fala em reconstruir unidade e fazer economia crescer se retornar

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Tarso Sarraf/Estadão Conteúdo

    A presidente afastada, Dilma Rousseff, participa de ato em apoio à retomada de seu mandato, na Praça Floriano Peixoto, em Belém. O ato é organizado pela Frente Brasil Popular do Pará

    A presidente afastada, Dilma Rousseff, participa de ato em apoio à retomada de seu mandato, na Praça Floriano Peixoto, em Belém. O ato é organizado pela Frente Brasil Popular do Pará

A presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou que, se retornar ao governo do país, a economia voltará a crescer. Na noite desta quinta-feira (30), ela participou de ato público em defesa da democracia, em Belém (PA), e diante de um público de apoiadores, previu uma possível volta no mês de agosto, após votação do impeachment no Senado.

"Se eu voltar agora no mês de agosto (...) ao voltar, eu quero dizer que nós vamos reconstruir esse país, a unidade entre nós. Vamos defender a democracia, vamos devolver os direitos que foram retirados e fazer a economia voltar a crescer e acabar com a tática que usaram, criada do ano passado até maio, do 'quanto pior melhor'", disse.

Durante sua fala, Dilma voltou a criticar o governo interino e citar que a ascensão dele ao poder é fruto de um golpe.

Relembrou também que o objetivo principal é retirar direitos individuais e coletivos e pôr fim a direitos sociais.

Em um determinado momento do discurso, ela ironizou um argumento usado pelo presidente interino Michel Temer de que muitos dos votos dados a Dilma foram feitos por conta dele.

"Primeiro, eles não tiveram nenhum voto, [não tiveram] os meus 54 milhões e meio de votos. Esse impeachment tem a cara de eleição indireta, porque o povo não foi chamado. E aí numa eleição indireta você pode ter um presidente provisório interino que seja contra todos os ganhos da população. É possível, e é isso que eles querem", alegou.

A presidente também citou a fala da senadora líder do governo Rose de Freitas (PMDB-ES), que em entrevista afirmou que Dilma não foi afastada do cargo por causa das pedaladas fiscais, mas sim em razão da crise política. 

"Eles mesmo confessam que é golpe. Recentemente, a senadora que é líder do governo e que no ano passado foi presidente da Comissão do Orçamento diz que de fato não tem pedalada, que de fato não cometi crime. Mas por que devo ser afastada? Porque eles não passariam pelas urnas", falou Dilma.

Dilma voltou a defender que os governos petistas foram o que mais combateram a corrupção, e que muitos políticos a tiraram por medo das investigações chegarem a eles. "Falavam: 'Nós que somos que somos austeros, nós que combatemos todas as irregularidades'. Ora, em menos de 50 dias, três ministros foram afastados porque estavam comprometidos em processo de corrupção. Um deles foi gravado dizendo o motivo verdadeiro do golpe: 'Vamos afastar essa mulher para impedir que a investigação chegue a nós'. Essa é a realidade", argumentou.

Em tom de convocação Dilma pediu que os manifestantes contra o impeachment sigam mobilizados. "Muitas vezes ele tomam uma medida, o povo grita, chia, e eles voltam atrás. Vamos nos preparar e olhar com esperança para o futuro. Agora estamos mais conscientes do que aconteceu. Vamos juntos lutar por esse país", finalizou.  

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