Serraglio critica "vândalos" em manifestação, mas não comenta possível excesso da polícia
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, criticou nesta sexta-feira (26) a depredação de prédios e a ação violenta de manifestantes no protesto de quarta (24) na Esplanada dos Ministérios. No entanto, questionado sobre um possível excesso por parte da Polícia Militar do Distrito Federal, ele preferiu não comentar e se retirou da entrevista coletiva da qual participava no Palácio do Planalto.
"Nós pedimos a investigação da Polícia Federal em relação à responsabilização dos vândalos. Protegemos a manifestação pública. Uma coisa é manifestação ordeira, democrática, e outra esse vandalismo que evidentemente precisamos identificar quem coordena e, na medida do possível, levar à responsabilização nos tribunais", afirmou, sem responder sobre os tiros de arma de fogo dados por policiais militares e agressões a jornalistas que cobriam o ato.
Nesta quarta, o repórter fotográfico André Coelho, do jornal "O Globo", flagrou policiais militares do DF atirando contra manifestantes com armas de fogo. Ele também relatou ter sido agredido por um PM. Segundo o fotógrafo, quando foi registrar a cena, um dos policiais se aproximou com arma em punho. Mesmo ao gritar que era jornalista, disse, o policial atirou em sua direção ao chão e chutou sua perna. O policial teria ainda dado um tapa na câmera de um colega de Coelho.
Segundo Serraglio, ele esteve o tempo todo presente na preparação e no acompanhamento à manifestação da Esplanada. "Não saí um dia de Brasília, acompanhei todos os fatos, todos os eventos. Todos me conhecem, não sou muito midiático", defendeu.
Também questionado por jornalistas, o ministro da Justiça comentou a morte de 10 trabalhadores rurais ocorrida na última quarta-feira (24) durante ação policial de reintegração de posse em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d'Arco, no Pará, segundo informações da CPT (Comissão Pastoral da Terra).
"A todo momento que recebemos notícias de eventos como esse nós comunicamos imediatamente à Polícia Federal para que tome ela tome as providências cabíveis", disse.
Serraglio participou de reunião com o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Raul Jungmann (Defesa), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) para discutir reforços à segurança pública no Rio de Janeiro.
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