Violência no Rio

Rio terá reforço de 800 policiais da Força Nacional e PRF, diz Pezão após se reunir com Temer

Felipe Amorim e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Divulgação/Twitter/@LFPezao

    Temer se reúne com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ)

    Temer se reúne com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ)

O Rio de Janeiro contará com reforço de 800 homens da Força Nacional de Segurança e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), afirmou o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, nesta quinta-feira (20), após se reunir com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao todo, o Estado terá a presença de mil homens até o final de julho.

A maior parte desse contingente já se encontra patrulhando as vias do Estado --até o final deste mês, 120 agentes da PRF devem chegar ao Estado, segundo o Ministério da Justiça. Entretanto, logo após a reunião, Pezão informou estar à espera de um número maior de policiais.

"Só tinham ido 200 policiais da Força de Segurança Nacional [ao Rio de Janeiro]. Soube na reunião agora que vão 380 homens [da PRF], que já estão se deslocando pro Rio, e mais 420 [homens] que vão totalizar 620 da Força de Segurança Nacional", disse Pezão.

O presidente Michel Temer convocou uma reunião nesta quinta para tratar da implementação do Plano Nacional de Segurança Pública, anunciado em 6 de janeiro pelo ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. A convocação aconteceu em meio a atritos entre Rodrigo Maia (DEM), primeiro na linha sucessória, e o presidente Michel Temer.

Além do mal-estar causado pela busca de Temer a políticos do PSB ao PMDB, que já estavam sendo sondados pelo DEM, nesta terça (18), Maia falou que as autoridades perderam "completamente o controle da segurança pública" no Rio de Janeiro. Isso em referência aos sucessivos episódios de violência que têm ocorrido no Estado pelo qual se elegeu deputado federal.

Também participaram do encontro o vice-governador do Estado, Francisco Dornelles, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), José Levi (interino da Justiça), Raul Jungmann (Defesa), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional). Estiveram presentes ainda o diretor geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Janér Tesch, e o secretário Nacional de Segurança Pública, general Santo Cruz.

Comando conjunto no Rio

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, Sergio Etchegoyen, disse que o presidente Temer determinou a instalação de um comando conjunto das Forças Armadas no Rio de Janeiro, caso seja preciso mobilizar agentes militares.

"O presidente da República definiu com muita ênfase que todos os meios disponíveis na União, seus órgãos de segurança pública, Forças Armadas, inteligência, estão desde já à disposição do Plano Nacional de Segurança Pública, à disposição desse esforço no Rio de Janeiro", disse.

Segundo Etchegoyen, ainda não há previsão de emprego dos militares e a ideia é que eles realizem apenas ações pontuais, se necessário.

"Não estamos trabalhando com as ocupações prolongadas, diárias. Estamos trabalhando com ações pontuais que vão trazer os resultados que precisamos e dos quais tanto carece a sociedade do Rio de Janeiro", afirmou o ministro.

O ministro do GSI afirmou que o Plano Nacional de Segurança busca ações de inteligência e integração entre as forças de segurança pública federais e nos Estados. "Não queremos ações midiáticas, mas ações de resultado."

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